plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 29°
cotação atual R$


home

_
_

Festival de Música Paraense selecionou 12 artistas

Interpretar uma canção em um festival é mostrar atitude, afinação, simpatia, identidade, inovação, irreverência, tudo isso em poucos minutos. E os artistas que participaram da etapa eliminatória em Belém do VI Festival de Música Popular Paraense da RBA es

twitter Google News

Interpretar uma canção em um festival é mostrar atitude, afinação, simpatia, identidade, inovação, irreverência, tudo isso em poucos minutos. E os artistas que participaram da etapa eliminatória em Belém do VI Festival de Música Popular Paraense da RBA estavam preparados para esbanjar talentos. Nas duas noites de apresentação, 24 artistas subiram ao palco da sede social do Paysandu e proporcionaram ao público verdadeiros espetáculos que duravam o tempo exato de uma canção bem executada.

Entre artistas já consagrados e outros com o sonho de conquistar espaço e mostrar seu trabalho, o mesmo clima: subir ao palco e mostrar uma canção para conquistar público e júri. O festival não impôs limite à arte, nem aos estilos, que variaram de forma harmoniosa durante as noites das eliminatórias: carimbó, samba em todos as suas vertentes, MPB, músicas regionais, bolero, ciranda, merengue, canção, xote bragantino, balada, até os estilos mais inusitados e não tão conhecidos popularmente como Ijexá misturado com zouk, black amazônico, flamenca, mazurca, e até lançamento de estilos novos, como o carimbó jazz.

Confira a lista dos artistas classificados para a Grande Final do evento.

Na abertura das duas noites de evento, o som do patrimônio imaterial da cultura paraense, o amado carimbó. A Banda Nova, atração convidada, abusou do momento áureo do estilo e começou a noite reverenciando a tradicional música popular. E já que não existe problema algum em termos uma overdose de carimbó, o primeiro artista a concorrer no primeiro dia de eliminatórias também apostou no estilo e agradou. Flávio Cristino interpretou a música “Passeio ao Marajó”, de Fabiano de Cristo e Taveira dos Santos, a caráter, vestido de branco e com um chapéu. O batuque animado, que encaixou muito bem com a voz imponente de Flávio, animou o público.

Natália Matos, que já cantou em outras edições do festival, já sabia muito bem da responsabilidade de subir naquele palco e talvez por isso chegou segura em sua apresentação da música “Pouca Luz”, de sua autoria, e parte de um trabalho autoral recém-lançado.

Quando a alegria do samba invadiu o festival foi possível perceber porque ele estava entre os ritmos mais escolhidos pelos artistas, seja em uma cadência mais tímida, como foi em “O Samba”, música de Diego Xavier e Renato Torres, interpretada pela voz sensual de Lê Santana, ou com um ritmo mais envolvente e voz dominante, que foi a apresentação de Juliana Franco com “Samba Cadente”, de Marlon D`Oliveira e Vinicius Coelho.

Os sambas do festival arrancaram muitos aplausos do público. O samba interpretado pela experiente Andrea Pinheiro, “Tutano Brasileiro”, de autoria de Zé Maria Siqueira, trouxe quase uma escola de samba ao palco, tanto em número de artistas quanto em alegria e emoção que proporcionaram com uma bela canção brasileira.

A intérprete Juliana Franco mostrou que sua voz tem mesmo o DNA do samba quando se apresentou novamente na segunda noite das eliminatórias, com “É Mais Um Dia de Luz”, de Camila Alves e Quiure, desta vez um samba mais romântico que exaltou ainda mais a bela voz da cantora. Outra que fez uma dobradinha e defendeu duas músicas foi Andrea Pinheiro, que cantou um baião de Paulo Moura e Marcela Moura, com violões, metais e instrumentos de sopro, que deram a “Rios de Anseio” um tom apaixonante e delicado sem perder a brasilidade do ritmo.

Allan Carvalho apostou na balada “Vai”, de sua própria autoria, e mostrou que música não precisa de muito para fazer com que a gente aprecie, basta ter verdade. Juliana Sinimbú trouxe consigo a responsabilidade de cantar uma música que já integra seu repertório e por isso é conhecida do público, mas conseguiu mostrar que pode encarnar uma verdadeira atriz no palco. Dançou e trouxe vida e sensualidade para o bolero “Para um Tal Amor”, escrita por ela mesma.

Os ritmos pouco afeitos a festivais caíram muito bem, como o flamenco interpretado por Simone Almeida, que esbanjou a potência de sua voz em “Viramundos”, de Clodoaldo Ferreira e Jacinto Kahwage. Rogério Brito nos mostrou muita verdade e bons timbres com a canção “Do Monte”, de Ziza Padilha e Dudu Neves, que encheu o salão de acordes envolventes.

Nanna Reis já teve o gostinho de vencer o Festival de Música da RBA e por isso sabia que concorrer novamente era um desafio para mostrar outras faces de seu talento. Subiu ao palco vestida de azul e cheia de charme, explorou seu corpo na presença de palco e investiu no vozeirão para interpretar com leveza e poder a música “Navegante Aquarela”, uma marzuca que ela mesma compôs.

Em “Rima Rasurada”, de Marcelo Sirotheau, interpretada por Patrícia Rabelo, foi possível perceber o quanto uma canção pode envolver o público com poucos instrumentos, levando a plateia ao êxtase logo no início da segunda noite de eliminatórias.

Mas para encher o palco de inovação, Renata Del Pinho ousou na mistura do “Carimbó Jazz” de sua autoria. Abusou dos metais, da irreverência e do bom humor ao dançar de forma alegre, alternando os dois ritmos de forma perfeita. Se Miles Davis e Mestre Lucindo pudessem ter ouvido a novidade, teriam certamente dançado com o mesmo entusiasmo de Renata no palco.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em _

    Leia mais notícias de _. Clique aqui!