Hoje é o dia de ouvir grandes talentos da música, e dar o reconhecimento merecido aos que se saírem melhor na grande final do VI Festival de Música Popular Paraense da RBA, que acontece na Assembleia Paraense.
Além das três melhores músicas deste ano, o melhor arranjo e melhor interpretação também serão premiados, um trabalho árduo para o júri especializado, composto por cinco grandes nomes da cena musical paraense, selecionados especialmente para esta grande noite.
Vivendo um ótimo momento, a música produzida no Pará está levando artistas paraenses para diversos locais do Brasil e o festival é uma destas portas que se abrem para estimular a composição e reconhecer os grandes compositores, cantores e músicos que brotam nos quatro cantos deste estado.
Dos 530 artistas que se inscreveram para o concurso, os 34 mais talentosos subiram aos palcos para as etapas seletivas que aconteceram em Marabá e Belém. Os selecionados investiram tudo no palco e convenceram o júri quais eram os 12 melhores para disputar a final e levar o título.
A noite de hoje promete ser um duelo interessante, pois conta tanto com artistas já consagrados, inclusive premiados em outras edições do festival, quanto com outros que vêm com a garra de conquistar seu espaço e mostrar seu trabalho. No grupo selecionado há veteranos e iniciantes, mostrando que para a arte não há barreiras.
As seletivas já foram uma grande vitrine desta produção contemporânea. A diversidade rítmica, por exemplo, mostrou que não há uma ditadura dos estilos consagrados como bandeiras paraenses, e o que se viu foi um passeio que vai do carimbó, passando pelo samba, MPB, bolero, ciranda, merengue, canção, xote bragantino, balada, até os estilos mais inusitados e não tão conhecidos popularmente, como ijexá misturado com zouk, música flamenca e mazurca.
O festival também abriu espaço para experimentalismos, como a fusão de compassos de 5/4 e 6/4 em uma música, e a junção de carimbó com jazz, em outra.
Hoje, para a Melhor Música vai o prêmio de R$ 15 mil e o segundo e terceiro lugares levam R$ 9 mil e R$ 6 mil, respectivamente. O Melhor Arranjo e o Melhor Intérprete receberão o valor de R$ 2,5 mil cada um. Nesta noite em que vale todo o esforço para conquistar um dos prêmios, os artistas devem vir carregados com a alma da música paraense e apresentar ao público o seu máximo.
Porém, mais do que o troféu e o valor em dinheiro, o que está em jogo é um lugar cativo no coração do público e a oportunidade de conquistar - ou de reforçar, no caso dos veteranos - um lugar ao sol no disputado mercado musical paraense.
O diretor geral do Grupo RBA, Camilo Centeno, sabe que o festival resgata a alegria dos antigos festivais e é fundamental dar espaço aos nossos talentos.
“É muito importante para a gente valorizar a classe artística e a cultura paraense. Isso faz parte da nossa luta em promover as coisas do Pará, de ter orgulho de ser do Pará, e nada melhor do que um festival de música paraense para isso”, destaca o diretor, orgulhoso de ver que o festival, chega à sexta edição cada vez maior e com mais artistas mobilizados.
FAÇA SUAS APOSTAS
Final do VI Festival de Música Popular Paraense da RBA
Quando: Hoje, 20h
Onde: Assembleia Paraense (Almirante Barroso)
Quanto: Entrada franca, com ingressos retirados antecipadamente nos postos TEM ou na sede da RBA (Avenida Almirante Barroso, 2190, em frente ao Bosque Rodrigues Alves)
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Se você prefere organizar a torcida em casa, então reúna sua turma que o festival será transmitido pela RBA TV, a partir de 22h.
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Conheça os classificados para a grande final
(Diário do Pará)
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