Conhecido por retratar sonhos e fantasias e também por manter um bigode extremamente fino e com as pontas levantadas para o alto, o artista catalão e surrealista Salvador Dalí (1904-1989) será homenageado a partir de amanhã (19), em são Paulo, com uma mostra no Instituto Tomie Ohtake.
São 218 obras do pintor, divididas entre 24 pinturas, 135 gravuras e desenhos [muitas delas ilustrações para livros como Alice no País das Maravilhas, Fausto, Dom Quixote e O Velho e o Mar], 15 fotos, 40 documentos, quatro filmes [entre eles o famoso O Cão Andaluz, dirigido com Luis Buñuel] e até uma grande sala retratando a atriz norte-americana Mae West (1893-1980) como um apartamento. A sala atrai curiosos [em filas geralmente longas] em busca de uma foto sentado em poltrona simulando a boca da atriz.
Dalí foi um dos principais nomes do surrealismo, movimento artístico bastante influenciado pelas teorias do psicólogo Sigmundo Freud (1856-1939) e que enfatiza o inconsciente. Foi pintor, desenhista, ilustrador, cineasta e cenógrafo. Suas pinturas retratam geralmente figuras recorrentes como relógios, muletas e corpos mutilados.
A mostra apresentas, principalmente, a década de 30, o auge do movimento surrealista. Ela já foi apresentada no Rio de Janeiro e chega a São Paulo com algumas novidades, entre elas cinco novas obras da Fundação Gala-Salvador Dalí e outras duas do Museu Reina Sofia, instituições detentoras de 90% dos trabalhos expostos. Uma delas retrata o pequeno óleo sobre madeira O espectro do sex-appeal (1934), em que Dalí mostra o temor pela sexualidade, e O piano surrealista (1937), fruto de sua colaboração com os irmãos Marx. A curadoria é de Montse Aguer, diretora do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Dalí.
(Agência Brasil)
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