A maioridade de fato e de direito. O Festival Internacional de Dança da Amazônia - Fida, que abrirá oficialmente hoje à noite, chega aos 21 anos de criação como um dos mais antigos eventos de dança do Norte do país. Nesta edição, traz mais de 70 grupos brasileiros e estrangeiros para os palcos da capital, entre eles Carlinhos de Jesus e a bailarina Ana Botafogo, que têm presença garantida em quase todas as edições. A programação é variada, democrática, e uma oportunidade única para quem quer apreciar uma das formas de expressões artísticas mais populares do mundo.
Além das mostras e oficinas no Theatro da Paz e no Teatro Estação Gasômetro, o público poderá assistir, gratuitamente, a apresentações no São José Liberto e no Boulevard Shopping Belém. O evento abre às 19h30, com a entrega de homenagens e a apresentação de “A Fé de Um Povo – Homenagem ao Círio de Nazaré”, uma montagem do Grupo de Danças Clara Pinto, seguida pela mostra competitiva que definirá o ganhador do Prêmio “Valores da Terra”. Dezesseis grupos, da capital e do interior do Estado, se revezarão no palco do Theatro da Paz mostrando o talento dos artistas paraenses, e a noite encerrará com uma mostra de dança com grupos de Belém, Altamira e Soure, além de convidados como o próprio Carlinhos de Jesus e os solistas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro Cícero Gomes e Karen Mesquita.
Durante a semana, sempre no mesmo horário, o Theatro da Paz receberá a maratona de espetáculos noturnos e mostras que reunirão artistas nacionais e internacionais. Na quinta-feira, 23, já pela manhã, às 8h30, o Teatro Estação Gasômetro recebe o concurso de solos e, às 16h, o espetáculo infanto-juvenil. No mesmo horário, o palco alternativo localizado São José Liberto receberá mostras de dança. Na sexta-feira e no sábado o palco se transfere para o Boulevard Shopping, sempre às 13h, para democratizar o acesso ao Festival. O Fida encerra sábado à noite, com espetáculo e cerimônia de premiação no Theatro da Paz. Antes, pela manhã, a bailarina Ana Botafogo contará um pouco de sua trajetória profissional na palestra “Vida de Bailarina”, no Teatro Estação Gasômetro, às 9h.
Para a organizadora do festival, Clara Pinto, o Fida chega a sua 21ª edição através de um crescimento contínuo. “Ao longo dos anos, o festival passou por modificações, transformações e manutenções, sempre acompanhando a evolução da dança no Brasil e no mundo”, afirma. De acordo com ela, a interiorização da dança é item indispensável na pauta do evento. “Nós temos grupos de Castanhal, Altamira, Itaituba... Queremos que a arte da dança seja uma realidade concreta para todos os paraenses. Esse intercâmbio cultural com artistas de fora é importantíssimo para a profissionalização, assim como a valorização dos talentos daqui, por isso instituímos o prêmio ‘Valores da Terra’”, explica.
Para Clara Pinto, apesar das dificuldades, promover o Fida é uma necessidade. “É algo importante não só para o Estado, mas para todo o Brasil. Mesmo com todos os percalços que a gente enfrenta, é algo que me alegra muito e eu não posso mais deixar de fazer”, diz a coreógrafa, para quem a dança é muito mais que uma simples sucessão de movimentos. “A dança eleva a autoestima, melhora a disciplina, nos faz ter determinação para conseguir nossos objetivos. Além disso, é uma lição de respeito ao próximo e um instrumento para a educação”, completa.
Para todos os gostos
Além dos espetáculos, das apresentações e das mostras competitivas, o Fida busca atuar em um viés importante para a promoção da arte: a profissionalização. A partir de amanhã, serão abertas as oficinas, divididas em nove módulos variados, que se estenderão até sábado. Os alunos que participarem das oficinas de Balé Clássico Juvenil e Intermediário e Jazz Musical integrarão uma apresentação no encerramento do festival, no Theatro da Paz.
Também no Da Paz, serão realizadas as oficinas de Técnica Masculina, com o professor Leonardo Quintão (BH), Grande Baile Coreográfico, com o professor Fábio de Mello (RJ) e Balé Clássico Intermediário e Juvenil, com a professora Toshie Kobayashi (SP). Seguindo a programação haverá a oficina de Jazz Musical, com o professor Caio Nunes (RJ), Técnica de Pontas, com a professora Adriana Vilela (MG), e Dança de Salão com professores da Casa de Dança Carlinhos de Jesus (RJ), Eduardo Neto e Ana Larissa Silva. Na Escola de Danças Clara Pinto, a professora Elisabeth Spinelli (RJ) ministra as oficinas de Balé Clássico Infantil e Barre à Terre.
(Diário do Pará)
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