Durante a maior parte do século 20, o modelo de negócio estabelecido para o cinema de animação era o dos desenhos animados de Hollywood que, a partir dos anos 1930, tem o surgimento e consolidação da The Walt Disney Company demarcando o padrão da “boa qualidade” de produção. Do outro lado, têm-se as produções de Looney Tunes e Merrie Melodies, da Warner Brother, com os deuses da animação, como Fred “Tex” Avery (criador de personagens inesquecíveis como Pernalonga, Patolino, Droop, Gaguinho) e Isadore “Friz” Freleng (co-criador e criador também de Penalonga, Patolino, Piu Piu, Frajola, Papa-léguas e Pantera Cor-de-Rosa), além de Walter Lantz (criador do Pica-Pau).
“Hollywood ditou para o mundo o modelo de comércio e produção, inclusive o conceito de animação ‘para toda a família’, a partir de meados dos anos de 1980. Hoje dois gigantes do setor estão unidos, que são a Disney e a empresa Pixar. A Pixar tem como marco inicial do reconhecimento da sua produção o desenho ‘Toy Story’, em 1995”, explica a professora Carmen Silva, especialistas em Poéticas Visuais pela Universidade Federal do Pará.
No Brasil, as primeiras experiências em animação são as “charges animadas” realizadas por Raul Pederneiras, que datam de 1907, e Álvaro Marins, que lançou “Kaiser”, primeira animação brasileira exibida nos cinemas, em janeiro de 1917. “Outro caso notável são as produções de Maurício de Sousa nos anos 1980, interrompidas pela crise histórica da produção audiovisual brasileira no início dos anos 1990, mas retomada depois”, conta Carmem.
Falar de animação atualmente é ainda mais fascinante, especialmente com todas as possibilidades do 3D e das tecnologias digitais de uma forma mais ampla – seja para produção ou compartilhamento. “As técnicas estão aí é só usar a criatividade!”, convida Carmem.
(Diário do Pará)
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