Tradicionalmente, as baterias de escolas de samba vem sendo formadas, ano a ano, por gente que vive o dia a dia das agremiações carnavalescas. Filhos de antigos instrumentistas, pela comunidade do bairro, que naturalmente pegam gosto pela coisa e quando menos se espera, num carnaval ou outro, saem empunhando taróis, cuícas, surdos, repiques, tamborins. Mas essa é uma missão que também pode se aprender da escola. Pelo menos é nisso que a Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel) está apostando para renovar os times de instrumentistas das escolas de samba da capital paraense. Hoje, às 10h, começa a oficina de treinamento para novos bateristas de escola de samba, para os distritos de Icoaraci, Mosqueiro e Outeiro.
As aulas vão ser ministradas pelo professor e maestro Pedro Paulo. A priori, acontecem no auditório da Fumbel (atualmente funcionando no Memorial dos Povos). O treinamento começa com as teorias básicas dos instrumentos e segue com aulas práticas, na sede da escola de samba Quem são Eles. O curso é uma forma, antes de tudo, de alimentar a própria folia momesca de Belém, que sofre com a falta de ritmistas. “Temos uma deficiência muito grande no quesito bateria, quando se trata de escolas de samba dos distritos. São poucos os bateristas e por conta disso as escolas contratam bateristas de fora, para poderem participar dos desfiles das escolas de samba”, esclarece Pedro Paulo, mestre de bateria da Quem São Eles. “Queremos um carnaval cada vez mais bonito, queremos resgatar o tempo em em que o carnaval de Belém era o segundo mais bonito do Brasil, e estas oficinas fazem parte desse progresso”, afirma a presidente da Fumbel, Heliana Jatene.
INSCREVA-SE Oficina de bateria de escola de samba (Diário do Pará) |
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