Lançado em 1951, o livro “A Linha Imaginária” foi impresso em linotipos, processo antigo e demorado que invariavelmente causava muitos erros, pois montava linha a linha as páginas dos livros. Quando seu autor, Ruy Barata, viu a obra impressa, não permitiu que circulasse desta maneira. Dos 200 exemplares, corrigiu 20 manualmente e enviou a alguns amigos. O restante ficou desconhecido.
Agora, 63 anos depois, a obra é publicada com todos os seus 20 poemas, na versão corrigida e revista ao longo de vários anos pelo autor. Sob a coordenação editorial do jornalista Tito Barata, filho de Ruy, ela chega aos leitores acompanhada de novas fotos, textos e poesias, sob o título “A Linha Imaginária e Outras Linhas”. O lançamento será hoje à noite, às 19h30, no Restô do Parque da Residência.
“Já vinha pensando na reprodução desse livro há quatro anos e há dois comecei a recolher fotos com a família e outras pessoas, como os fotógrafos Miguel Chikaoka, Luís Braga e Paulo Jares”, conta Tito. Assim, o livro traz algumas imagens inéditas que ajudam a contar de forma cronológica desde o nascimento e a infância do poeta em Santarém até o Ruy Barata poeta e político ativo.
Algumas imagens remontam às capas de seus livros em versões originais, como a obra de estreia “Anjo dos Abismos”, lançada em 1943 pela José Olympio Editora. Outro trabalho prestigiadonesta edição é o inacabado poema “O Nativo de Câncer”, que tem seus 527 versos decassílabos, divididos em dois cantos, publicados integralmente. Sua primeira versão – das quatro existentes - foi publicada em 1960.
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(Diário do Pará)
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