A segunda edição do “Jacofest – Jazz da Amazônia Contemporânea Festival” traz música, cultura e importantes debates para músicos paraenses com programação em Belém e Bragança. Uma de suas grandes atrações é Egberto Gismonti, multi-instrumentista que virá à capital paraense quebrando um jejum de 32 anos sem shows na cidade, para uma apresentação exclusiva durante o festival e um encontro com músicos.
Além disso, logo na abertura, hoje, às 10h, no auditório da Escola de Música da Universidade Federal do Pará, uma mesa redonda intitulada “Música, Cultura e Diversidade na Amazônia Contemporânea” reunirá dez indígenas de tribos ka’apor do Pará e do Maranhão.
“Nossos irmãos ka’apor vêm cantando e mostrando sua cultura musical tão esquecida e tão discriminada de nosso cenário musical. Eles vêm até Belém para chamar a atenção da sociedade à difícil situação que vêm enfrentando, já que estão sitiados por madeireiros, latifundiários e grileiros em suas próprias terras, sem que nenhuma providência legal ou cabível tenha sido tomada nesse sentido”, explica Rafael Lima, organizador do festival.
Sábado, no anfiteatro da Estação das Docas, o festival segue com apresentações dos próprios ka’apor, Rafael Lima e mais Leleco Jazz Octeto (PA) e Djmso Klack-Son (Cayena/FR), que promete bons merengues para o público cair na dança.
“O merengue é um ritmo muito bom e o trabalho de Djmso Klack-Son tem grande relação com a musica africana. Eles tocam um etno, eletric, afro, caribe, jazz de primeiríssima qualidade e, embora tenha duas décadas de existência e sejam nossos vizinhos, jamais se apresentaram em terras paraenses. Um des seus discos, ‘Maskilili’, mistura ritmos africanos, com pitadas de carimbó e ritmos ímpares de nossa Amazônia”, complementa Rafael Lima.
No domingo, o festival apresenta os paraenses Bangue Cametaense, Banda Ultranova e Cumbuca Jazz, além da Banda Isca de Polícia (SP), herdeiros do som de Itamar Assunpção, com formação original dos tempos de Vanguarda Paulista. “A Isca de Polícia tem feito parte do cenário musical do Sul e Sudeste do país, com a mesma irreverência que marcou e marca o som de Itamar”, pontua Rafael.
O ponto alto do festival chega na terça-feira, quando Egberto Gismonti realiza bate papo com os músicos no auditório da Escola de Música da UFPA. Na quarta-feira, 10, o tão esperado concerto com o músico será realizado na Igreja de Santo Alexandre, às 20h, com entrada franca.
Interior no roteiro
Encerrada a etapa paraense, o “Jacofest” chega dia 11 a Bragança. No Auditório do Intituto Santa Terezinha, às 16h, será realizada novamente a mesa redonda que abriu a programação na capital, e continua com shows na sexta, 12, e sábado, 13, na Praça da Bandeira com música dos índios ka’apor, Adelbert Carneiro Octeto e Banda Isca de Polícia (SP). No sábado o festival encerra com a Marujada Bragantina, Rafael Lima Project, Walter Freitas e Mauro Sérgio Trio, do Maranhão.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar