<p style=\"text-align: justify;\"><span>Falar do cotidiano, das coisas bobas pelas quais todo mundo passa. Era sobre isso que escrevia Lívia Mendes, em letras que espontaneamente vinham embaladas por melodias simples, puro acompanhamento mesmo. E por se tratar de algo que parecia tão trivial, ela expunha poucas vezes – nestes casos, apenas para amigos e familiares. Isso, até surgir um nome na música nacional: Clarice Falcão, a queridinha de jovens e adolescentes.</span></p>
<p style=\"text-align: justify;\"><span>“Muitos que ouvem meu trabalho dizem que lembra o dela. E eu considero que este foi o papel dela na minha música… Percebi que as coisas que eu achava serem muito bobas, na verdade eram comuns às situações que outras pessoas viviam ou pensavam. Quando ela surgiu, percebi que as músicas que eu já vinha fazendo há anos, eram perfeitamente capazes de encontrar seu próprio público”, declara Lívia.</span></p>
<p style=\"text-align: justify;\"><span>Surgindo como muitos dos novos nomes da música, como Mallu Magalhães, de forma independente, através da internet, Lívia já começa a formar um público cativo. E ela diz que nem mesmo tem planos, ainda, de lançar um disco físico. Está sim, com o single “Café Quentinho” tocando nas rádios de Belém, e disponível para baixar livremente no Soundcloud, site para divulgação e compartilhamento de músicas.</span></p>
<p style=\"text-align: justify;\"><span>“Muitas respostas positivas ao meu trabalho são dos adolescentes. Acho que porque é um folk mais romântico, e eles compartilham muito! As meninas, principalmente. Acredito que vou mesmo adentrar pelo pop. Tô esperando tocar na ‘Malhação’”, brinca Lívia. </span></p>
<p style=\"text-align: justify;\"><span>Sobre suas influências no folk, ela logo cita Bob Dylan e todos que o seguiram. Lívia menciona ainda os timbres femininos de nossas musas paraenses.</span></p>
<p style=\"text-align: justify;\"><span>No momento, a jovem cantora dedica-se a concluir as gravações de seu primeiro EP, que deseja lançar ainda nos primeiros meses de 2015, tudo de forma virtual. No repertório de quatro faixas, além de “Café Quentinho”, estarão presentes “Passaporte”, “Papel de Pão” e “Cor-de-rosa”. Duas que não entrarão no EP já ficaram à espera de uma boa oportunidade para o primeiro show.</span></p>
<p style=\"text-align: justify;\"><span>Aos 27 anos, Lívia conta que vem de um longo ensaio para este momento. Saiu de Belém ainda adolescente para viver na Espanha. Durante os quatro anos que passou tão distante de sua terra natal, começou sua vida musical estudando canto e violão. “Minhas primeiras composições são de lá”, ela lembra com carinho. “Passaporte” nasceu de uma viagem por vários países próximos. E bem ensaiada, ela pretende finalmente dizer a que veio.</span></p>
<p style=\"text-align: justify;\"><span>(Diário do Pará)</span></p>
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