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Ciclo da vida traduzido em movimento

A Companhia de dança contemporânea Mov_ola, do conceituado coreógrafo Alex Soares, está em temporada hoje e amanhã em Belém com o espetáculo “Oroboro”, uma coreografia que ganhou destaque na cena paulistana apresentando o ciclo da vida através dos movimen

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A Companhia de dança contemporânea Mov_ola, do conceituado coreógrafo Alex Soares, está em temporada hoje e amanhã em Belém com o espetáculo “Oroboro”, uma coreografia que ganhou destaque na cena paulistana apresentando o ciclo da vida através dos movimentos precisos e intensos de seis bailarinos, intercalados por vídeos que compõem o cenário e o enredo.

As apresentações ocorrem no Centro Cultural Sesc Boulevard, a partir das 18 horas, com entrada franca, sendo que os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início do espetáculo.

“Oroboro”, palavra de origem grega, cujo símbolo é representado por uma serpente que morde a própria cauda, revela uma imagem cíclica, sem começo ou fim.

O trabalho trata da infância e da velhice, dois lugares distantes e, ao mesmo tempo, próximos. “As crianças e os idosos têm características parecidas e na nossa sociedade ‘adulta’, são tratadas como faixas à margem. Não tentei dramatizar, mas tratar esses estados como algo próximo um do outro”, afirma o coreógrafo Alex Soares.

A trilha é assinada pelo contrabaixista Célio Barros, que procura evocar, por meio da música, lembranças escondidas. Segundo o coreógrafo, uma forma de mexer com as memórias do público. “Uma mesma área do cérebro parece servir de centro que liga música conhecida, memórias e emoções”, explica Alex.

“É isso o que ‘Oroboro’ faz: resgata as mais diversas emoções em cada um. Uma interação entre som e silêncio. Pausa e movimento. Palco e platéia”, pontua.

Além do espetáculo, hoje e amanhã Alex Soares apresenta, a partir das 10 horas, o workshop “A Técnica Mov_ola”, reunindo improvisação, reconhecimento corporal e fundamentos das técnicas de dança clássica e moderna.

“A intenção do curso é tornar o bailarino ciente da ligação entre esforço e prazer, da distância entre as partes do corpo, e ainda como a forma não é moldada pela gravidade”, explica. A atividade tem entrada franca e as vagas são limitadas.

(Diário do Pará)

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