Quando Advaldo Castro, mestre em Artes, iniciou um projeto de pesquisa sobre a trajetória do cantor Walter Bandeira e do Grupo Gema, não imaginou que teria ao final muito mais do que um simples estudo.
Depois de fazer uma intensa busca documental em jornais que retratavam a atuação deles no meio artístico local no período de 1981 a 1992, Advaldo foi entrevistar não só os integrantes do Grupo Gema, como demais personalidades que viveram ou participaram daquela época. Como resultado, além da pesquisa que traz a público hoje, tem material de sobra para produzir um livro e um documentário, inclusive com materiais raros recuperados.
“Entrevistei 19 pessoas, dentre os integrantes da banda como Bob Freitas, Nego Nelson, Bererê e outras pessoas que viveram aquela época, como o professor Afonso Medeiros, do curso de artes da UFPA, a professora de literatura da Uepa, Bel Fares, o também professor João de Jesus Paes Loureiro e, através destas entrevistas, consegui vídeos, áudios e imagens que nenhum integrante do grupo tinha reunindo anteriormente, o que me deu um acervo interessante. A pesquisa resultou em um texto de 100 páginas recontando essa história que pode virar um livro e as entrevistas, que foram gravadas em HD, podem se transformar em documentário junto com o restante do material”, revela o pesquisador.
O pesquisador relembra que a trajetória dos músicos iniciou em 1981, quando eles tocavam em um restaurante na avenida José Malcher, e depois explodiu em bares e casas noturnas.
“Eles começaram fazendo releituras da MPB, como Chico Buarque e Gilberto Gil, mas faziam algo singular que não era cover, era uma forma única de tocar. Depois, começaram a cantar músicas de autores paraenses como ‘Flor do Grão-Pará’, de Chico Sena, e “Moços da Praça”, de João de Jesus Paes Loureiro e Sebastião de Tapajós”, exemplifica.
“Walter tinha prestígio e atraía o público. O Grupo Gema teve uma importância fundamental de fomentar a música instrumental, antes deles a música não tinha tanto espaço como hoje se tem.
(Diário do Pará)
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