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Pirão Coletivo leva arte para os bairros

Teatro, música e circo geralmente acontecem no centro da cidade. Mas com o projeto “Tem Pirão no Bairro”, vai ser diferente. Fruto de mais uma iniciativa do “Pirão Coletivo”, que já realizou o “Sábado Tem. Domingo que Vem”, no primeiro semestre do ano pas

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Teatro, música e circo geralmente acontecem no centro da cidade. Mas com o projeto “Tem Pirão no Bairro”, vai ser diferente. Fruto de mais uma iniciativa do “Pirão Coletivo”, que já realizou o “Sábado Tem. Domingo que Vem”, no primeiro semestre do ano passado, e a Mostra Pirão, já no final do ano, o projeto reúne atores, artistas circenses, bailarinos, músicos, produtores e profissionais do audiovisual que querem disseminar a arte e, através dela, mais vida para a cidade.

São seis grupos artísticos: Companhia de Teatro Madalenas, Companhia de Investigação Cênica, Dirigível Coletivo de Teatro, Produtores Criativos, Grupo Projeto Vertigem e In Bust Teatro com Bonecos, que estão levando seis workshops, oito contações de histórias e oito apresentações cênicas aos bairros do Outeiro, Pratinha e Guamá entre os dias entre 6 e 11 de janeiro.

“O trabalho de levar o Pirão para os bairros está acontecendo pela primeira vez e vem do nosso desejo de realizar ações em rede com artes cênicas. Juntamos pessoas e coletivos na ideia de suprir uma parte da cidade. Quem dera pudéssemos chegar em toda parte, com ações de artes cênicas: teatro, circo, dança”, explica Paulo Ricardo Nascimento, ator da In Bust Teatro e um dos organizadores da ação.

Os participantes do Pirão Coletivo entendem que o projeto leva oportunidade aos bairros da cidade que têm menos acesso a programações culturais, e por isso resolveram unir esforços com associações de bairro e entidades dos próprios locais que já tentavam inserir atividades nas comunidades.

“Quando a gente se junta para fazer ações para cidade, é que percebemos que estamos desprovidos de ações em artes cênicas espalhadas. Tudo acontece sempre no centro, onde ficam os teatros e, fora deles as atividades se concentram nas praças centrais ou centro histórico. Sabemos que, assim como tem o Pirão Coletivo, temos outras ações espalhadas tentando agir em função da cidade, que por sinal está sem política cultural e por isso mais doente e violenta”, argumenta Paulo.

Para o ator, levar essas oficinas é dar oportunidade aos moradores sem a pretensão de achar que só isso basta. “Queremos suscitar um gostinho das pessoas do bairro para arte e sensibilizar a todos que pudermos. Sabemos que em um workshop de uma tarde não vamos conseguir formar ninguém, mas podemos a partir daí desenvolver um talento”, anseia.

Os bairros foram escolhidos por já possuírem ações fomentadas por associações e entidades. Mas o “Pirão Coletivo” espera conseguir apoio para expandir a ação. “Vamos procurar parceiros nos bairros para continuar o projeto. Queremos ver a participação do público já que é uma ação feita para a cidade, que é feita de pessoas”, finaliza Paulo.

LEIA MAIS:

Projeto começa no Outeiro e Pratinha

(Diário do Pará)

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