O Festival de Ópera do Theatro da Paz foi elencado entre as melhores produções do cenário da ópera nacional do ano de 2014, pelo crítico Leonardo Marques, da revista “Movimento”, uma das referências na área. O evento também foi destacado por outro crítico da mesma publicação, Marco Antônio Seta, que elogiou as montagens apresentadas no ano passado como uma prova de que o Festival contribui para a descentralização da produção de óperas do eixo Rio-São Paulo.
Para Leonardo Marques, o Festival de Ópera do Theatro da Paz foi o grande destaque do ano, pela programação ousada, com a encenação de três óperas nunca ou quase nunca apresentadas no Brasil.
“Se, por um lado, manteve suas três montagens tradicionais (realizadas em apenas dois meses, registre-se), por outro, apostou em títulos não muito comuns nos nossos teatros (Mefistofele, Blue Monday e Otello), e todos foram muito bem produzidos e bem recebidos - o que demonstra, também, a evolução do público paraense”, afirma.
Segundo o crítico, o festival apresentou em sua mais recente edição “belas encenações, excelentes vozes, uma orquestra cada vez melhor e com sonoridade mais coesa”.
Na lista do crítico, vários espetáculos e profissionais do festival paraense aparecem com destaque. A concepção e direção cênica de Mefistofele, feita por Caetano Vilela, foi tida como a melhor do ano. Vilela também foi escolhido o melhor iluminador pela mesma ópera.
O mesmo com a cenógrafa Duda Arruk, por seu trabalho em “Otello”. Essa ópera também rendeu a Fábio Namatame o posto de melhor figurinista, junto com seus trabalhos apresentados nas óperas “Le Nozze di Figaro” (Teatro São Pedro) e “Carmen” (Theatro Municipal do Rio de Janeiro).
Entre os cantores do ano, Leonardo Marques coloca as interpretações de Fernando Portari como o Fausto de “Mefistofele” e Rodrigo Esteves como o Iago de “Otello” entre os melhores. Já entre as cantoras, a paraense Adriane Queiroz reinou absoluta, na opinião do crítico, com sua Margherita em “Mefistofele”.
Já para Marco Antônio Seta, o festival “apresentou ‘Mefistofele’, de Boito, com a brilhante presença do baixo russo Denis Sedov, que se destacou na interpretação do enviado de Satanás. Brilharam a soprano paraense Adriane Queiroz e o tenor Fernando Portari, sob a direção cênica e iluminação de Caetano Vilela”, descreve.
(Diário do Pará)
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