Belém é uma cidade onde a presença do cinema sempre foi muito forte. Não à toa é aqui que continua funcionando a sala de exibição mais antiga do Brasil. E é no centenário Olympia que está em cartaz uma mostra de filmes em homenagem ao aniversário da cidade.
Na programação, iniciada ontem e que segue até esta segunda, sempre às 18h30 e com entrada franca, estão curtas e longa-metragens, filmes de realizadores paraenses de várias gerações, e também um clássico do cinema que teve público por aqui, em uma exibição especial, com direito a música ao vivo.
Na abertura da mostra ontem, o público pôde ver filmes como o curta “O Brinquedo Perdido”, realizado pelo crítico Pedro Veriano nos anos 1960. Hoje, a mostra segue com três curtas de ficção, dois deles finalizados no ano passado, “Diário Íntimo”, de Gregory Lago, “A Menina e o Boto”, de Paulo Roque, e “Espátula e Bisturi”, realizado em 2013, por Adrianna Oliveira.
Em “Diário Íntimo”, uma mulher acometida de lepra vive sob a sombra da saudade de um grande amor e a infelicidade de não poder tocar o próprio filho. Já “A Menina e o Boto” traz uma versão fantástica das lendas do folclore paraense, e “Espátula e Bisturi”, que acompanha um personagem embotado pelo passar do tempo e o sentimento de não se encaixar.
A programação tem ainda o filme “Remontando Memórias”, de Mouze Ribeiro, que retrata a história do município de Santa Izabel, e “No Movimento da Fé”, dirigido por Fernando Segtowick e Thiago Pelaes. Este último, conta a história de três homens, um guarda de Nazaré, um soldado do Exército e um integrante da Cruz Vermelha durante a procissão do Círio de Nazaré.
Outro filme de Segtowick, o curta “Dias” (2000) também está na lista deste domingo, seguindo a vida de três pessoas que não se conhecem, mas têm suas vidas interligadas. E ainda “Promessa em Azul e Branco”, filme de 2002, dirigido por Zienhe Castro, sobre Eneida, uma menina que só pode vestir azul e branco, por conta de uma promessa da avó, e que vê seu mundo mudar no dia em que usa uma roupa vermelha. O curta é uma adaptação do conto homônimo de Eneida de Moraes.
Amanhã, a vez é do clássico “O Beijo”, de 1929, estrelado por Greta Garbo - a última participação da atriz no cinema mudo -, que vai ter acompanhamento musical ao vivo pelo pianista Paulo José Campos de Melo, rememorando as antigas exibições do Cine Olympia.
(Diário do Pará)
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