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Lauvaite Penoso é única banda do Norte em Bienal

Os cariocas e outros estudantes de todo o Brasil vão ter que entender que, em Belém do Pará, Lauvaite Penoso é uma expressão sagrada para quem empina papagaios, principalmente nas periferias da cidade. E, no próximo dia 3 de fevereiro, ela também vai sign

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Os cariocas e outros estudantes de todo o Brasil vão ter que entender que, em Belém do Pará, Lauvaite Penoso é uma expressão sagrada para quem empina papagaios, principalmente nas periferias da cidade. E, no próximo dia 3 de fevereiro, ela também vai significar muita música e ritmos paraenses na Fundição Progresso no Rio de Janeiro. Isso porque a banda paraense Lauvaite Penoso é a única do Norte do país selecionada em um edital público, para se apresentar durante a 9ª Bienal da UNE, União Nacional dos Estudantes, o maior festival estudantil da América Latina.

Na categoria Música o edital escolheu outras sete bandas, sendo duas do Nordeste, três do Sudeste, uma do Distrito Federal, uma do Sul e o Lauvaite Penoso, representando o Pará ao lado de artistas como Criolo, Pitty, Alceu Valença e Cidade Negra. “Consideramos essa oportunidade como única, pois estaremos entrando em contato com um grande centro divulgador e compartilhando saberes com estudantes do Brasil inteiro”, comemora Vitor Gonçalves, baixista do grupo.

Ao lado do baixista, outros seis integrantes da banda também estão felizes com a conquista e se preparando para fazer dessa oportunidade um excelente espetáculo, já que esse é o primeiro show da banda fora dos limites do Pará. “A expectativa da banda é fazer um trabalho consistente pra agregar um público novo e expandir a cultura local a partir da nossa musicalidade”, completa Vitor.

Uma musicalidade bem diferente que tem desde carimbó, ritmo que os brasileiros têm tido cada vez mais vontade de conhecer, até rock, hip-hop, baião e techno, que vieram da vivência musical de cada integrante. Das periferias de Belém a banda trouxe mais que o nome irreverente, agregou a cultura popular à liberdade de empinar pipa, que pode sim ser comparada a fazer música.

“A banda desde o início, em 2009, propõe-se a misturar os elementos urbanos com a vivência regional de cada integrante, passeando do carimbó ao rock e do lundu ao tecno. Uma forte influência é o Espaço Cultural Coisas de Negro, que há 15 anos faz a roda de carimbó em Icoaraci. Ficamos felizes de fazer parte deste momento que olhamos para o cenário nacional e vemos nomes como Felipe Cordeiro, Gang do Eletro e Gaby Amarantos, e vemos que o Pará está em evidência com uma boa safra”, argumenta Thiago Marinho o percussionista.

Além de fazer seu primeiro show fora do Pará, a banda tem outros bons planos para este ano: está gravando seu primeiro trabalho, um EP ainda sem nome, e tem programada oficinas e shows em São Luís do Maranhão em junho.

(Diário do Pará)

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