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Pará ganha premiação nacional afro

Uma festa tripla. Foi o que o Pará consegiu na 3ª edição do Prêmio Afro, onde o estado levou os primeiros lugares nas categorias de teatro, música e artes visuais. Em teatro, o contemplado foi o espetáculo “ Face Negra Face - A História que Não Foi Conta

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Uma festa tripla. Foi o que o Pará consegiu na 3ª edição do Prêmio Afro, onde o estado levou os primeiros lugares nas categorias de teatro, música e artes visuais.

Em teatro, o contemplado foi o espetáculo “ Face Negra Face - A História que Não Foi Contada”, do grupo Bambarê de arte e cultura negra, o primeiro grupo de teatro formado por atores negros em Belém, fundado em 1985. A peça leva ao palco, em quatro atos, a trajetória histórica do negro no Brasil.

Em música, o destaque foi o projeto “Edson Catendê, o Canto Negro do Pará”, da Associação dos Filhos e Amigos do Ile Iya Omi Axe Ofa Karé, do conjunto Maguari, em Icoaraci. Catendê começou a cantar em 1984, no Bloco Afro Axé Dudu, do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), e nunca mais parou. No projeto premiado, ele faz um apanhado das músicas que marcaram seus 30 anos de carreira, composições autorais, tendo como fonte de inspiração as raízes da negritude.

Nas artes visuais, o prêmio foi para “Kiua Nangetu! Poéticas de Resistência Negra”, do Instituto Nangetu, do bairro da Pedreira. “Kuiá Nangetu” propôs intervenções no espaço urbano que estabelecessem possibilidades de contato entre a sociedade e a produção de artistas de terreiro.
O prêmio é uma realização do Cadon, entidade sem fins lucrativos que há 16 anos desenvolve projetos com foco na difusão da cultura afrobrasileira e eliminação da discriminação racial, o que a torna uma referência neste segmento.

Para a presidente do Cadon, Ruth Pinheiro, o Prêmio de Expressões Culturais Afro-brasileiras faz parte da missão da entidade de apoiar o desenvolvimento de organizações, comunidades e pessoas afro-brasileiras, e fortalece práticas, expressões, conhecimentos e instrumentos associados aos grupos étnicos afrodescendentes.

(Diário do Pará)

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