Ele já passou pela bossa nova, pelas boy bands, pelo axé, pelo arrocha e no momento passa pela sofrência. Está em casa, no carro, no trabalho e também no celular, mas não para simplesmente tocar as mais pedidas, e sim para ser uma boa companhia em todos estes lugares e momentos. Além de oferecer informação de qualidade nas 24 horas do dia. O rádio conversa, fala e escuta, debate. “Ele é vivo”, afirma Luciano Manga, locutor da Diário FM, uma das três emissoras do Grupo RBA.
Neste 13 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial do Rádio, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para celebrar a importância desta invenção, que apesar de ter sido um dos primeiros veículos de comunicação, se mantém atual e ainda capaz de gerar grande audiência.
Nonato Cavalcante, diretor de programação e jornalismo da Rádio Clube, a mais antiga em atividade na cidade, diz que alguns dos atrativos deste meio de comunicação são os mesmos de décadas atrás: abrangência, custo e interatividade. “Ao jornalismo, a população sempre faz questão de fazer propriamente a denúncia do que está acontecendo, de interagir, assim como ocorre na internet, mas de forma mais abrangente. Ela é sintonizada por pessoas de diversas classes sociais, idades, lugares”.
A programação da Clube é feita a partir de três alicerces: jornalismo propriamente dito, o esporte – pelo qual a rádio é bastante conhecida – e o entretenimento. Mas garantir seus fiéis ouvintes não é tarefa simples, diz Nonato, principalmente quando se trata dos paraenses, torcedores apaixonados pelo futebol.
“Para dar continuidade ao sucesso da rádio com este público precisamos ter uma equipe com toda credibilidade. Porque se o repórter diz que o Remo vai mudar de equipe hoje, automaticamente o ouvinte precisa ter a confiança de que aquilo vai acontecer”, destaca. A equipe de esportes da Rádio Clube, comandada por Guilherme Guerreiro, também é conhecida por transmitir de tudo, da Copa do Mundo ao Campeonato Paraense.
Em casa, no intervalo do trabalho ou até quando está no estádio, o torcedor do Paysandu, Lucas Martins, 25, não larga o rádio. “Porque mesmo quando você está assistindo ao jogo no estádio, quando você acompanha também pela rádio, ouvindo os locutores, dá mais emoção”, justifica. E mesmo a televisão também tendo seus narradores, quando é a hora de assistir ao futebol ou saber as novidades, ele ainda prefere o rádio: “Na rádio é sempre mais legal. Na Rádio Clube é melhor ainda porque eles sabem do que estão falando e são até engraçados”, completa.
No jornalismo, o slogan é conhecido: “Aconteceu, ligue na Clube”, e é seguido como missão da equipe. “Nós nos baseamos sempre nisso, que temos de manter os ouvintes informados e ser um lugar para onde eles podem ligar e passar o que ocorre na cidade. Isso em todos os setores, política, trânsito, polícia, economia”, diz Nonato. Entre os destaques da programação está o Clube da Manhã, das 7h as 9h; o Primeira Edição, transmitido à meia-noite com as primeiras notícias do dia; e o Repórter 690, que realiza um misto de entretenimento e jornalismo.
(Diário do Pará)
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