No caso da Rádio 99 FM, o segredo é estar muito próximo do ouvinte, falando o linguajar do público através de locutores bem humorados e com liberdade para desenvolver uma programação que vá além da música. “Realizamos o sorteio de bons prêmios e muitos querem conhecer a rádio, os locutores. Temos um contato físico com os ouvintes”, afirma Jorge Kobara, diretor de programação da rádio do grupo RBA.
Os locutores Toninho Santos e Alex Sequeira entram no ar com programas como o “Bom Dia Alegria” para ser mais do que alguém que anuncia a próxima música. Os ouvintes se identificam com eles, compartilham de seus problemas e de momentos engraçados. Os programas são feitos de risos e até de piadas. Entre uma música e outra, muita diversão. “O locutor fala para milhares de pessoas e mesmo assim, cada ouvinte sente como se aquela fosse uma conversa mais íntima, no ambiente onde ele está”, destaca Kobara.
Música
Assim como o rádio, a música é totalmente acessível, pode ser baixada pela internet, estar no celular, no computador. Então, por que as pessoas as ligam todos os dias para pedir música ou simplesmente para ouvir a seleção musical de uma rádio?
“Pela minha experiência, é porque o rádio é uma companhia para o ouvinte, é algo vivo. Tem a música, mas também tem o locutor que fala diretamente ao ouvinte, o acompanha no caminho até o trabalho, na madrugada em casa”, diz o locutor Luciano Manga.
E ouvir as músicas de que se gosta no rádio também pode ter um prazer diferente e pode ser assim, revela o DJ Kleber Barros, porque cada uma foi pensada para determinado dia da semana e hora. Até mesmo para aquela chuvinha das tardes de Belém. “A música que vai tocar 1h, na madrugada, é diferente daquela que escolheria para tocar ao meio-dia de uma segunda-feira. Eu preciso imaginar e até prever o que virá ao longo do dia, se no fim da tarde provavelmente cairá aquela chuva, tenho que deixar programado algo mais light”.
Kleber é responsável pela seleção das 24 horas de programação musical da Diário FM e diz que este é um trabalho que envolve desde experiência até a atualização constante sobre o melhor que está tocando no mundo. “Uma das rádios que mais pesquiso é a americana, porque hoje, em cerca de um mês o que está tocando lá já começa a fazer sucesso aqui. O público paraense é bem exigente”, afirma.
(Diário do Pará)
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