Quem nunca brincou de roda na infância? O que parece algo simples é encarado por alguns como um movimento internacional para a integração entre as pessoas, uma verdadeira terapia, incentivando o contato entre as pessoas, o dançar em conjunto, uma verdadeira terapia em que se faz, com alegria, uma celebração à vida. Essa é a proposta que mantém na ativa, há onze anos, o grupo Roda de Hera. Para comemorar a data, o grupo promove hoje, a partir das 19h, o “Baile Grego de Aniversário”, na Estação das Docas. A programação é aberta ao público e incentiva a participação de todos nas rodas de dança.
O movimento cadenciado, o ritmo e a participação de cada pessoa no círculo fazem com que este seja vivenciado como um símbolo das relações entre nós e de cada um com o mundo, além de nos trazer bem-estar. As danças circulares acabam sendo um exercício de concentração e meditação, algo que ajuda a encontrar nossa essência”, explica Harpreet Kur, focalizadora da Roda de Hera.
As focalizadoras são as pessoas que ajudam os demais participantes da roda a “manter o foco” na dança, nos sons, no ritmo e também ensinam os que iniciam a como dançar e entender todo lado terapêutico deste movimento. “Era comum aos povos antigos da Terra dançar juntos em roda para celebrar desde o nascimento e a morte até a colheita e as mudanças de estação. Em nosso repertório, reunimos as danças tradicionais de diversos povos, redescobertas a partir de pesquisas, e posteriormente trabalhadas para os dias de hoje”, conta Harpreet.
A ideia de pesquisar as danças circulares realizadas por povos de diversos momentos da história e dos diferentes continentes, veio do bailarino alemão Bernhard Wosien. Depois, ele se uniu a uma instituição escocesa para dar prosseguimento ao estudo e às primeiras tentativas de aplicação dessa forma de dança. O efeito da atividade sobre as pessoas também foi estudado.“É algo fácil de acompanhar e que desperta grande alegria e serenidade nas pessoas. Para dançar em roda, você não precisa saber dançar, ela te dá uma grande liberdade”, defende a focalizadora.
Nesta quarta, o encontro terá jeito de carnaval, com todo mundo vestido de acordo com a temática de baile grego, com roupas leves e claras, que devem dar ainda mais beleza às danças de roda. Mas quem desejar ir sem fantasia, também não há problema; a dança e seus benefícios terapêuticos são para todos.
(Diário do Pará)
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