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Comida vegetariana de dar água na boca

Comida vegetariana e – por que não? - deliciosa. Em Belém, a chef Istadeva conseguiu alcançar esse equilíbrio misturando ingredientes de várias culturas em pratos tipicamente brasileiros, que trazem sabores paraenses e até indianos, no cardápio do restaur

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Comida vegetariana e – por que não? - deliciosa. Em Belém, a chef Istadeva conseguiu alcançar esse equilíbrio misturando ingredientes de várias culturas em pratos tipicamente brasileiros, que trazem sabores paraenses e até indianos, no cardápio do restaurante Govinda. O resultado é premiado em todo o país, como suas deliciosas versões vegetarianas para a maniçoba e o vatapá, ambas vencedoras do concurso de melhor prato feito do Brasil.

A relação com a comida surgiu depois de um processo espiritual. Istaveda – na certidão, Ivaneide Machado – é Hare Krishna, e tido ido até a Índia para aprender a trabalhar as famosas especiarias do país na culinária com um toque diferenciado. Após a viagem e a constatação de que não havia muita oferta de uma alimentação lactovegetariana em Belém, surgiu o Govinda, em parceria com Francisco Gomes.”Queríamos mostrar que é possível fazer algo saboroso e interessante, sem a violência e matança dos animais”, explica Francisco.

“As especiarias indianas são famosas no mundo todo. Os europeus já as buscaram como quem busca por ouro. Aprendi a manusear esses ingredientes em favor do sabor e o resultado é surpreendente. A culinária paraense também é rica dessas especiarias e uni-las nos pratos garante um resultado realmente diferente”, revela a chef, que é vegetariana desde os 17 anos.

Quem acha que só de soja vive o vegetariano, pode começar a rever seus conceitos. Jambu, tucupi, chicória e castanha estão presentes em diversos pratos preparados por Istaveda, assim como outros ingredientes. “O vatapá vegetariano com cuscuz de acarajé, que ganhou o prêmio no ano passado, é feito com cenoura, couve-flor, batata e palmito. O acarajé é recheado com vinagrete servido com cuscuz com brócolis e arroz com castanhas. Já na maniçoba, eu substituo as carnes e os embutidos por proteína de soja, queijo defumado e salsicha vegetariana. A soja é um elemento que pode ser usado, mas existem outras alternativas que, aliadas a boas ervas, ficam saborosas. Ninguém precisa ser escravo da soja”, conta a chef.

Com a mágica que Istadeva faz, você nem percebe que não está comendo carne. A refeição fica completa e é assim que ela cativa um grande público, com direito a filas de espera para o almoço.

“Não servimos apenas pratos regionais. Temos sucessos que não posso retirar do cardápio, como as lasanhas de espinafre, berinjela e de jambu, e espaguete com combinação de ingredientes e legumes. É uma delícia”, conta a chef, que renova o cardápio a cada dois meses, mas mantém os preferidos do público.

(Diário do Pará)

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