Partidário do separatismo e controvertido herói do povo siciliano, Giuliano foi acusado de assassinar um “carabiniere”. Ele então se oculta na árida campina da ilha, onde organiza um bando de foragidos. Quando os ideais políticos amadurecem logo depois da libertação da Sicilia, alista-se no Exército Separatista, e comete ferozes atrocidades em nome da liberdade. Em 1950, aos 28 anos, o bandido Salvatore Giuliano é encontrado morto a tiros na Sicilia. Sua morte é o ponto de partida para o filme do diretor Francesco Rosi que no Brasil ganhou o título de “Bandido Giuliano”.
O documentário do cineasta napolitano retira o foco do corpo do bandido-herói, para fazer emergir o caldeirão político da Itália de então. Narrado em meio a flashbacks, o filme projetou internacionalmente o diretor, lhe rendendo o Urso de Prata de Melhor Diretor no Festival de Berlim.
Após a sessão, os críticos da Associação de Críticos do Cinema do Pará abrem debate sobre a obra.
Rosi morreu no último dia 10 de janeiro, aos 92 anos. Dirigiu “As Mãos Sobre a Cidade”, vencedor do Leão de Ouro em Veneza, e “O Caso Mattei”, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes.
(Diário do Pará)
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