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Morre o criador do carimbó elétrico

O perfil no Facebook de Ely Farias estava cheio de mensagens de saudade. A família anunciava, através de uma postagem no perfil pessoal do artista jurutiense, que ele havia falecido na madrugada de quarta-feira, vítima de um infarto, e rapidamente muita g

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O perfil no Facebook de Ely Farias estava cheio de mensagens de saudade. A família anunciava, através de uma postagem no perfil pessoal do artista jurutiense, que ele havia falecido na madrugada de quarta-feira, vítima de um infarto, e rapidamente muita gente lamentou. O músico, que participou da edição 2013 do “Terruá Pará”, nos deixou inúmeras composições e um legado de carimbó feito de uma forma bem diferente.

“Para quem não sabe, ele é o precursor do carimbó elétrico, com o disco que gravou em 1972. Mais festa no céu!”, disse Felipe Cordeiro em seu perfil na rede social. O carimbó elétrico ao qual Felipe se refere era uma marca de Ely desde que ele se apresentou pela primeira vez em 1970, nos salões do Círculo Militar de Belém.

“Quando ele gravou o primeiro disco de carimbó no formato elétrico, com a direção musical do maestro Tinnôko Costa e músicas de compositores de Vigia e Marapanim, além de composições inéditas dele e de outros jovens de Belém, o Ely trouxe para os bailes da capital o que rolava nos terreiros e barracões do interior. Ele gravava os discos de forma artesanal, dentro do estúdio das rádios da época, e eu tive o prazer de participar de um deles”, explica Manoel Cordeiro, pai de Felipe, dando cabo a uma antiga polêmica que indagava se, afinal, o carimbó elétrico havia sido mesmo criado por Ely. “Perdemos um ícone da música regional. Apesar de não ser muito citado, Ely deve ser lembrado como uma grande artista. Havia até uma dúvida se foi ele quem eletrificou o carimbó ou o Pinduca”, brinca o empresário Leo Bitar, proprietário de uma loja de discos em Belém.

Ely deixou dois LPs gravados e um compacto duplo, além de sucessos como “Olha o Carimbó” e “Não Posso Esquecer de Você”, cantado na voz de Alípio Martins. “Recentemente, eu e Felipe o convidamos para um show nosso no Conexão Belém. Foi um show de reencontro com um amigo pelo qual tenho profunda gratidão, pois graças à sua generosidade pude tocar em Belém pela primeira vez em 1974, na banda dele”, acrescenta Manoel Cordeiro.

(Diário do Pará)

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