A iniciativa foi contemplada pelo XIV Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, da Funarte – Ministério da Cultura e consiste em um registro documental, por meio de imagens, do cotidiano dos vaqueiros que trabalham no Marajó, cenário do qual Octávio é íntimo há mais de 30 anos.“Comecei a registrar essa região ainda no início da minha carreira, vendo uma beleza plástica nesse cotidiano”, diz o autor do projeto.
Ao levar essas fotografias para o Liceu, o objetivo é aproximar os estudantes da linguagem fotográfica e da cultura marajoara. A programação inclui uma exposição com cerca de 15 fotos, além de bate-papo com o artista.
E os alunos com deficiência visual terão uma experiência para “ver” as fotos, a partir de uma impressão em cerâmica (algumas imagens foram transpostas para o material, em relevo, o que possibilita a leitura pelo toque).
“Os alunos vão ver e ainda terão uma experiência sensorial”, explica Janice Lima, coordenadora da ação.A programação educativa também terá uma oficina de fotografia artesanal, quando os alunos farão imagens do ambiente onde vivem e do que consideram significativo da cultura de Icoaraci, e eles farão ainda um pequeno texto com base na experiência, após leituras de textos do escritor marajoara Dalcídio Jurandir.
Esse material será levado para a escola pública Adaltino Pimenta, localizada em Cachoeira do Arari, no Marajó, que receberá a mesma ação educativa. Lá será montado um fotovaral com o trabalho dos alunos do Liceu e o intercâmbio culminará com a exposição das fotos feitas no Marajó para os alunos de Icoaraci.
(Diário do Pará)
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