Escuras, melancólicas, perturbadoras, atraentes... Belas. Assim pode-se descrever o trabalho da fotógrafa francesa Gabrielle Duplantier. São retratos de mulheres, crianças, cenas da vida, lugares habituais, vida comum, temas em preto e branco que estão em “Volta”, exposição cujo título está originalmente em português e que hoje chega a Belém.
O trabalho, já exposto na Europa e na China, agora está nas paredes do Museu da Universidade Federal do Pará, dentro do Mês da Francofonia, promovido aqui pela Aliança Francesa.
As fotografias de Duplantier passeiam tranquilamente entre realidade e ficção. A exposição não apresenta um único assunto de forma isolada, mas gira em torno dos temas favoritos da fotógrafa, como um retorno aos anos que passaram, uma “volta” que dá título a esta exposição originária de um livro do mesmo nome.
“Tanto o livro quanto a exposição apresentada em Belém são o resultado de um trabalho de mais de 10 anos. Encontramos ali muitos rostos femininos, porque o retrato feminino é uma parte essencial do meu trabalho pessoal desde que eu comecei”, explica a fotógrafa, que iniciou a carreira inspirada na beleza das mulheres e foi desenvolvendo uma estética particular de feminilidade que se tornou a essência de seus trabalhos.
Gabrielle Duplantier ressalta ainda os sentimentos que seu trabalho transmite tanto em quem ela fotografa, quanto nela própria. “Esta é uma pesquisa estética, mas também um verdadeiro jogo de espelhos icônicos entre as modelos e eu. Complexidade, emoção e desordem que as mulheres podem provocar e sentir”.
(Diário do Pará)
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