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Estudantes fazem pesquisa sobre OVNI em Colares

A Força Aérea Brasileira chegou a montar uma equipe para descobrir do que se tratavam as luzes que apareceram nas regiões ribeirinhas da Amazônia, principalmente nos arredores de Belém, no Marajó e no delta do Rio Amazonas, nos anos de 1977 e 1978, e que

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A Força Aérea Brasileira chegou a montar uma equipe para descobrir do que se tratavam as luzes que apareceram nas regiões ribeirinhas da Amazônia, principalmente nos arredores de Belém, no Marajó e no delta do Rio Amazonas, nos anos de 1977 e 1978, e que eram tidas como sinais da visita de objetos voadores não identificados (OVNIs). Esta foi chamada pela entidade como Operação Prato. Quase 40 anos depois, um grupo de estudantes e professores segue em excursão para a cidade de Colares, uma das envolvidas nesta história, para pesquisar estes mitos modernos que continuam a permear o imaginário da comunidade local.Distante 90Km da capital, Colares está situada no nordeste paraense.

A pesquisa é realizada através do projeto de extensão “Cartografias Amazônicas”, da faculdade Estácio FAP, com coordenação da professora Viviane Menna Barreto. A equipe partiu em excursão na última sexta, 13, e permanece na cidade até segunda-feira, 16, incluindo em suas atividades verdadeiras vigílias para observar os céus paraenses e o mapeamento das paisagens e do imaginário dos moradores da região. “O ‘Cartografias’ é um projeto que nasceu com a intenção de mapear a cultura e o imaginário amazônico, principalmente o ribeirinho. Seguimos viajando e acompanhando diversas manifestações culturais pelo Estado. Com esta primeira ida a Colares, nosso objetivo é iniciar um diálogo com moradores e historiadores locais, pesquisar documentos e fotografar”, diz a professora. O interesse pelo tema nasceu de outras aulas da faculdade.

Os alunos que participam da excursão já haviam estudado um dos mais famosos incidentes que ocorreram na história do rádio nos Estados Unidos, quando um programa simulou uma invasão extraterrestre, em outubro de 1938, desencadeando pânico no país. O que algumas pessoas pensaram ser uma “notícia” na verdade era uma peça de rádio-teatro, baseada no livro de ficção científica “A Guerra dos Mundos”, do escritor inglês H. G. Wells. Além disso, os alunos também já haviam feito um trabalho retomando os incidentes da década de 1970 em Colares.“Percebemos que este é um tema que permeia o imaginário das pessoas de modo geral, é um mito contemporâneo.

Não cabe a nós manifestar crença ou descrença, nos interessa de que forma esse imaginário afeta a cultura e o turismo dessa comunidade”, explica Viviane. Após a excursão, a equipe vai intensificar suas pesquisas por documentos e fontes. “Queremos escutar especialistas, filmar, fotografar, pintar, retratar o assunto através de múltiplas plataformas”, completa a coordenadora.Todo o material recolhido será de uso coletivo para contribuir no desenvolvimento de artigos, roteiros de documentários, pesquisa e montagem de peças radiofônicas unindo dramaturgia e linguagem jornalística “inspiradas no caso do rádio-teatro realizado nos Estados Unidos e que mexeu com o imaginário do país inteiro”, destaca Viviane, além de inspirar projetos de comunicação comunitária envolvendo os moradores da região.

CHUPA-CHUPA

Além do que foi noticiado em rede nacional, Colares ficou famosa internacionalmente através dos documentários exibidos na série “Arquivos Extraterrestres”, veiculada pelo canal The History Channel, que retratava histórias relacionadas a seres extraterrestres em diferentes períodos da história da humanidade. Para especialistas, o fenômeno ocorrido na região amazônica, apelidado de “chupa-chupa”, ainda estaria presente nos dias atuais.

Da Operação Prato, diversos relatos vazaram narrando a aparição de luzes azuis que picavam a pele das pessoas, deixando três pequenos furos, e depois sugavam amostras de sangue – daí o nome dado ao fenômeno.

(Diário do Pará)

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