Na tarde de segunda-feira, já com uma chuva fina a cair, foi a vez de o Mercado de Ferro do Ver-o-Peso ter suas portas novamente abertas. O cenário era mesmo de cartão-postal e a emoção veio principalmente dos que enxergam este espaço como uma segunda casa.
“Eu estou maravilhado! A gente começa a trabalhar aqui à 1h da madrugada e vai até a noite cair. Isso aqui é mais do que um patrimônio, ele representa muitas vidas: as que por aqui já passaram, as nossas, que aqui trabalhamos, e a dos que ainda virão”, declarou Marcos Souza, presidente da Associação dos Peixeiros do Ver-o-Peso.
Presente também a esta cerimônia, Jurema Machado, presidente nacional do Iphan, falou emocionada sobre a importância do mercado.
“As paredes, nós (do Iphan) sabemos fazer, mas a vida desse mercado são vocês que dão. Eu sempre tenho vindo para Belém por coisas muito boas, como o título de patrimônio da humanidade ao Círio e de patrimônio brasileiro ao Carimbó. Hoje cedo fiquei encantada com o templo monumental que é a Igreja do Carmo. E o que todos estes têm em comum é que eles ultrapassam sua importância para o Pará, sendo também de grande relevância para o país”, disse.
A convidada especial para o evento também aprovou os desenhos feitos em oficina de Pincel de Luz, promovida pela Associação Fotoativa durante o período de obras e agora expostas no mercado.
“São coisas que precisam vir à tona”, declarou. Jaqueline Abrunhosa, que ministrou oficinas de ecobijuterias, disse que o resultado vai além.
“Os peixeiros realmente se mostraram felizes com a descoberta do uso das escamas dos peixes nas bijuterias. Acredito que, a partir de agora, essa matéria-prima não vai mais ser tão desperdiçada quanto antes e eles podem, assim, complementar suas rendas.”
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar