Ao menos uma ideia já foi fechada na proposta do mineiro Randolpho Lamounier: a construção de um “Diário de Bordo”, livro experimental onde ele irá guardar as memórias de sua passagem por Belém, estudos de fotografia e anotações gerais do processo criativo, desde as primeiras caminhadas até o resultado do projeto, que terá seu formato final decidido em diálogo com a curadoria da Fotoativa em Residência.
E uma das pessoas que poderão colaborar com a construção dessas anotações é o também residente Wellington Alves, paraense que divide a mesa com ele na próxima quinta-feira.
“O que mais estou esperando é esse encontro com os outros residentes, as proposições que serão feitas pela Fotoativa, essas são as primeiras coisas que me deixam em expectativa. Apesar de cada um ter seu projeto acredito que, inevitavelmente, eles receberão uma pincelada do que os todos têm a oferecer”, diz o paraense.
O projeto sugerido por Wellington é algo que ele já vinha desenvolvendo na internet.
“Em rede eu construía texto ou texto-imagem sobre ocorrências do meu cotidiano. O que sugeri é, durante os meses de residência, mergulhar no que pode ser esse registro de ocorrência, mas não apenas sobre eu e meu cotidiano, e sim buscar isso com as pessoas da cidade, desde vendedores de rua até donas de casa. Desejo extrair desses cotidianos uma poesia que está encoberta pela correria do dia a dia e depois devolver isso a eles por diversas plataformas”, declara Wellington, mostrando que os quatro artistas parecem estar em sintonia, querendo encontrar no outro o necessário para a construção de sua arte e oferecendo em troca uma parte de si.
(Diário do Pará)
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