O VI Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia abriu oficialmente a exposição dos trabalhos selecionados na edição deste ano. A cerimônia de abertura ocorreu na noite de ontem no Espaço Cultural da Casa das 11 Janelas, reunindo artistas, autoridades e diversos visitantes que foram conferir de perto as produções fotográficas premiadas. Em sua 6ª edição, o prêmio é promovido pelo DIÁRIO e se destaca principalmente por ter se tornado um projeto de referência nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade. Este ano, foram inscritos 400 trabalhos de artistas de várias regiões do Brasil.
Dos 27 trabalhos selecionados, três foram premiados com R$10 mil cada: os paraenses Dirceu Maués e Marise Maués e o gaúcho Marco A.F. Com o tema “Tempo Movimento”, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia de 2015 buscou reforçar o diálogo e o interesse da imagem fotográfica com as outras linguagens abrindo espaço para propostas em vídeo, instalações e projeções. Para o curador do projeto, Mariano Klautau, uma das maiores características é a mistura da produção paraense com a de artistas nacionais, o que faz o projeto ficar cada vez mais participativo. “Fazer de Belém um ponto de referência da fotografia brasileira é o que fortalece o projeto.
A participação dos artistas paraenses tem aumentado e isso ocorre sempre de forma voluntária”. Inspirado na obra do americano Robert Frank, o ganhador do Prêmio Tempo Movimento, Marco A. F, apresentou o trabalho “That Crazy Feeling In America”, uma instalação composta de doze fotos e um vídeo de recortes de filmes norte-americanos que retratam o imaginário do autor sobre os Estados Unidos.
ORIGEM
O paraense Dirceu Maués venceu o Prêmio Diário do Pará com o trabalho “Horizonte Reverso”. A obra apresenta uma instalação confeccionada com caixas de papel e lupas que remetem à origem da fotografia. Segundo ele, a instalação tem um pouco de escultura saindo do campo formal da fotografia para um campo mais relacional projetada no interior da câmera escura. Já a ganhadora do Prêmio Diário Contemporâneo, Marise Maués apresentou o vídeo “Loess”, que retrata os fragmentos e camadas que se depositam com a existência: o corpo, a ação e as marcas do tempo.O diretor-geral do Grupo RBA, Camilo Centeno, destacou o papel da fotografia em mostrar a força da arte paraense.
Para ele, a exposição tem o mérito de envolver a sociedade na produção artística fotográfica valorizando o trabalho destes profissionais. Ano passado, a mostra recebeu a visita de mais de três mil crianças e adolescentes de escolas públicas. “As crianças saem da exposição com outra visão. A arte, se incentivada nesta idade, será lembrada por toda a vida”, lembrou Centeno.
Para ele, a cultura paraense ainda precisa de mais estímulo, um desafio que envolve o Estado, iniciativa privada e a sociedade em geral. Patrocinadora do Prêmio desde a sua primeira edição, a Vale ressaltou o crescimento da premiação ao envolver participantes de vários estados brasileiros. “É uma demonstração clara de incentivo à cultura não só do Pará, mas de todo o Brasil, o que nos orgulha muito”, declarou o gerente de relacionamento e comunicação da Vale na região Norte, Paulo Ivan Campos. O projeto tem o patrocínio, ainda, do Shopping Pátio Belém e conta com o apoio da Sol Informática, Museu da UFPA e Casa das 11 Janelas. Leia mais sobre a exposição na edição de hoje do caderno VOCÊ.
(Diário do Pará)
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