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Drika Chagas representa Pará mostra internacional

Tem artista paraense invadindo o Pavilhão das Culturas Brasileiras, um prédio de 11 mil metros quadrados, projetado por Oscar Niemeyer nos anos 1950, no Parque do Ibirapuera em São Paulo, e grafitando. Drika Chagas, graduada em Artes Plásticas pela Univer

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Tem artista paraense invadindo o Pavilhão das Culturas Brasileiras, um prédio de 11 mil metros quadrados, projetado por Oscar Niemeyer nos anos 1950, no Parque do Ibirapuera em São Paulo, e grafitando. Drika Chagas, graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Pará e uma das referências quando se trata de street art, que já levou suas obras para desfiles do São Paulo Fashion Week, é a única paraense dentre os mais de 60 artistas do Brasil e do mundo que participam da 3ª edição da Bienal Internacional Graffiti Fine Art, que está aberta ao público até o dia 19 de maio.

Drika foi convidada pelo curador da Bienal, Binho Ribeiro, para participar do evento que este ano veio com formato inovador, já que na primeira e segunda edições a mostra foi realizada no Museu Brasileiro da Escultura, o MuBE, em suas imensas colunas desenhadas por Paulo Mendes da Rocha. Com o amadurecimento do evento, crescimento em número de artistas, interesse maior do público e diversidade no formato das obras, a Bienal foi levada ao Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera, trazendo mais frescor e formato expositivo ampliado para o trabalho dos artistas.

“Ir para o Parque do Ibirapuera é um avanço em termos de expansão do projeto e de acessibilidade do público, porque é um espaço vital na cidade de São Paulo e democrático, que alcança públicos diferentes. A média é de 3,5 mil pessoas passando por aqui e, em dias como feriados, esse público pode chegar a 8 mil pessoas, uma grande visibilidade para o grafite e para os artistas. Além do que o espaço onde as obras estão, um prédio que está em reforma, simula o espaço urbano igual a de muitas outras partes do Brasil e do mundo”, explica Renata Junqueira, que ao lado de Binho criou a mais completa Bienal de arte urbana do mundo.

Além dos murais e quadros pintados com spray, estêncil e pincéis, a Bienal conta ainda com outros formatos, como instalações, esculturas e videoarte. “Na primeira edição, em 2011, estávamos num momento de amadurecimento do cenário da street art. Na segunda, de reconhecimento. Agora acredito que é um período de afirmação”, avalia o curador Binho Ribeiro. “A mostra traça uma trajetória que vem desde o início da cultura do grafite, em Nova York, e reúne diversas gerações de artistas, todos de alto nível técnico, sejam nomes consagrados ou novos talentos”, completa.

Entre os talentos do mundo todo Drika representa o Pará ocupando dois espaços de aproximadamente 2,50 x 1,50m, e com essa estrutura a artista formou uma espécie de caixa painel. Em um dos lados há uma sobreposição com madeiras e ripas cortadas em diversos tamanhos com brechas para que o público pudesse olhar literalmente para dentro da obra.

“Me apropriei de um tema que já venho pesquisando e esboçando ideias, por conta da minha próxima exposição em Belém, que acontece no dia 9 de maio na galeria Elf. O conceito era ilustrar o possível processo de elevação da alma: de um lado do painel temos uma ser em concentração e meditação e, do outro lado, temos um ser transcendendo. Alguns detalhes desse trabalho foram compostos por várias máscaras de estêncil e texturas diversas”, explica a artista, que costuma mostrar em seus trabalhos uma referência ao misticismo, ao sincretismo e um pouco desse universo onírico presente nas florestas e rios amazônicos.

A paraense que participa pela primeira vez da Bienal comemora o lugar especial que a street art vem ganhando e acredita que expor e desenvolver um trabalho artístico em um dos pavilhões do Ibirapuera é de grande importância, pelo peso cultural e artístico que o local apresenta. “Acredito que é sempre interessante acompanhar esse processo com o grafite, um movimento que nasceu de correntes ativistas e atualmente atinge diversos suportes, compartilha de diferentes ideias e estilos. Nesta terceira Bienal Fine Arts, eu fui a única indicada do estado do Pará e foi uma experiência incrível, pois são cerca de 60 artistas convidados, vindos de diversos estados do Brasil e de outros países, e a maior parte dos trabalhos foi realizada no período de montagem da Bienal. Com isso consegui acompanhar o processo de criação de outros artistas dos quais eu já admirava o trabalho. O melhor é presenciar a diversidade de estilos presentes atualmente no grafite e na street art. Espero que nas próximas bienais, ou em outros eventos fora do estado, mais grafiteiros e artistas urbanos possam ser convidados, pois temos paraenses com trabalhos incríveis”, comemora a artista.

3ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art.
Onde: Pavilhão das Culturas Brasileiras , no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Quando: Até o dia 19.
Visitação: Terças, das 10h às 21h, de quarta a domingo, das 10h às 18h.
Quanto: Grátis.

(Diário do Pará)

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