“Quando a noite cai, a diversão começa”. E o “Passaporte Belém by Night - 80 Coisas para Fazer Aqui”, suplemento dominical do DIÁRIO, tem mostrado que, além de divertida, a noite belenense é para todos os gostos. São botequins, bares de praça, teatros, cinemas, galerias de arte, pontos turísticos e até barraquinhas de hot-dog tão famosas e badaladas quanto o mais luxuoso dos restaurantes.
Neste domingo, o leitor recebe a terceira edição desse superguia noturno de Belém, com novas dicas dos convidados, o empresário Janjo Proença, a colunista Esperança Bessa, editora do VOCÊ, o barman Armando Costa e o DJ Paulinho Fidalgo.
Os artistas da cidade, fiéis frequentadores dessa noite quente e diversificada, comentam o novo suplemento e aprovam esse destaque para a cidade. O artista plástico Sebá Tapajós, que voltou a residir em Belém depois de uma longa jornada no Rio de Janeiro, diz que a capital paraense é tão generosa para os amantes da vida noturna que tem programação específica até para os dias da semana.
“Costumo sair às quintas-feiras. Nelas encontro restaurantes e eventos madrugada adentro”, diz.
No Gratto Empório, endereço novo em Belém e que está presente nas primeiras edições do “Passaporte”, ele afirma, “a dica é começar com um especialíssimo jamón pata negra no andar de baixo e seguir com o camarão crocante empanado na farinha de tapioca com redução de tucupi e saquê. Toda quinta-feira, ainda tem blues pra animar a noite”.
Sebá também não dispensa as “Quintarradas” oferecidas pelo músico Felix Robatto no bar Templários, que foi destaque logo na primeira edição do “Passaporte”.
Além da boa música, o artista plástico diz que o ambiente e o público frequentador da festa cheia de ritmos dançantes são uma atração à parte.
“É uma festa que recebe convidados ilustres para celebrar a típica guitarrada paraense, regada a cerveja gelada e muita originalidade. Claro, às quintas-feiras”. Para ele, o suplemento é bom e necessário diante de uma noite tão variada, e elogiou os convidados, que ele afirma terem se mostrado “pessoas antenadas, com dicas maravilhosas!”.
ACONCHEGO
Com uma rotina superagitada fora de Belém, quando está por aqui, Felipe Cordeiro quer aconchego. Por isso ele começa seus passeios pela cidade a partir da Fox Vídeo, localizada na travessa Dr. Moraes.
“Acho um bom ponto de encontro, fica na região da cidade que me criei. Toma-se café, rola conversa, ainda pode sair com um livro ou um bom filme. O lugar tem filmes raros na cidade”, avisa.
Quando se deparou com as dicas do “Passaporte”, as boas lembranças do músico também vieram das noites que passou no Bar do Gilson e do Salomão.
Pelo primeiro, ele afirma sentir um imenso carinho. “Aprendi a tocar violão vendo Paulinho Moura, Cardoso, Geraldão, Katiá e outros bambas tocarem no Gilson. Também tocava, ainda na adolescência, alguns choros no bandolim, ao lado do dono da casa. Tem comidas gostosas e é bom para dançar um pouquinho”, confessa.
Do outro bar, sua frequência também se deve ao bom e variado repertório musical. “O Bar do Salomão fica em um dos pontos mais interessantes da Cidade Velha, a Praça do Carmo. Lugar básico, mas que agrega toda uma turma interessante da cidade e de vez em quando surpreende com umas trilhas sonoras especiais”, afirma Felipe Cordeiro.
Quem curte mais um turismo gastronômico ou uma boa paisagem também não tem do que reclamar. “Melhor sorveteria do Brasil, a Cairu está no imaginário de todos que se criaram em Belém. Na Feira do Açaí, a gente encontra um lugar de beleza imagética, ‘poemático’, simples e absurdo. Lá, residem contradições da cidade. E a Baía do Guajará, essa tem uma paisagem deslumbrante, dá um ‘barato’ imediato, provoca uma contemplação delirante, sinto-me no céu”, declara Felipe.
MISTURA
Já a cantora e compositora Sammliz diz que o interessante está nessa mistura entre os lugares conhecidos desde a infância e a adolescência até os que estão aí, novos, à espera de serem descobertos.
“Belém tem uma vida noturna intensa, onde lugares bem conhecidos e que são a cara da cidade vão se misturando a estabelecimentos que estão abrindo. Bacana ter um caderno como o ‘Passaporte’, que atualize para o público essa cara multifacetada noturna da cidade”, elogia.
Das dicas oferecidas pelos convidados, ela aproveita para destacar seus favoritos. O combo Ver-o-Peso/ Feira do Açaí/ Baía do Guajará foi o primeiro a encantá-la.
“Essa é uma das coisas mais valiosas de morar em Belém, essa proximidade com o rio e andar nessa área da cidade, seja para passeios, se abastecer de produtos frescos e mais baratos, esticar da noitada ou tomar o café da manhã em uma das barraquinhas do Veropa”, descreve.
As barraquinhas de rua, tradição belenense, também estão no “Passaporte”. “Sou viciada em tacacá e maniçoba e sempre estou por lá, no Tacacá da Duque, me fartando das delícias.”
Aos novos espaços, Sammliz também dá algumas estrelas a mais para o Composição Arte & Bar. “Nada melhor do que mesas na praça, comidinhas gostosas, cerveja gelada, exposição de arte. Um ponto de encontro do povo da música, teatro e artes em geral.” Entre os mais caros, destaca o Boteco da Casa das Onze Janelas, para “tomar uns drinques na parte de fora, pegando aquele ventinho esperto”. E entre os restaurantes, o Cantina Italiana. “Amo comida italiana e sempre vou para comer o melhor nhoque com filé ao molho gorgonzola da cidade”.
E, apesar da vida dedicada à música, a cantora afirma que outras linguagens também animam suas noites na quente cidade das mangueiras. “O Líbero Luxardo ainda é o melhor circuito para os amantes de cinema”, garante.
Agora, Sammliz já aguarda pelas próximas edições do “Passaporte”, para saber se alguém ficou de fora, e claro, se ainda falta a ela conhecer algum lugar.
“Com certeza devem falar do Black Dog Pub, e ainda, dos restaurantes Remanso do Bosque - com as criações do Castanho e prato de pato desfiado que são de comer rezando -, Benjamim e o Bar do Bacu, com seu peixinho maravilhoso”, cita.
(Diário do Pará)
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