Beber um vinho, tradição que remonta a tempos imemoriais, pode ser uma experiência sensorial maior e mais completa do que se imagina. Conhecer a história que está dentro de cada garrafa é uma oportunidade única que chega através do Grand Tasting, evento de vinhos da Grand Cru que ocorre desde o dia 11 e continua até o dia 22 envolvendo nove cidades brasileiras, entre elas, Belém, onde o Grand Tasting acontece hoje, com apoio do DIÁRIO, trazendo mais de 70 rótulos de produtores estrangeiros e a presença de 11 produtores que vão compartilhar as suas histórias.
“O mercado e, consequentemente, o conhecimento sobre vinho ainda têm muito a crescer na região Norte e até mesmo no Brasil. Acreditamos que esta é uma oportunidade de degustar grandes rótulos e tirar dúvidas diretamente com produtores”, explica Mayara Hamad, enóloga e sócia-proprietária da franquia em Belém.A oportunidade é de ouvir a história das uvas e conhecer como cada garrafa é feita, seja na Argentina, Chile, Itália, Espanha ou Portugal, através das quatorze vinícolas que estarão em Belém especialmente para interagir com quem deseja mais conhecimento. “Buscamos priorizar os vinhos que pudessem trazer os produtores porque acreditamos ser importante esse contato com a criatura pelas mãos do seu criador, além de os amantes do vinho poderem conversar com pessoas apaixonadas pelo que fazem. A França não enviou um produtor, mas não poderia ficar ausente da noite de degustação, porque tem uma produção de destaque no mundo. Por isso, os rótulos das principais uvas serão apresentados”, completa Mayara.
A noite pode ser uma oportunidade especial mesmo para quem já conhece os vinhos que serão apresentados. “É difícil quem tenha memória gustativa para lembrar de cada experiência que já viveu, por isso a importância de participar e relembrar coisas que já se conhece ou até conhecer novas uvas, regiões, produtores. Vamos facilitar a saída dessa zona de conforto de paladar e fazer com que as pessoas conheçam uma das virtudes mais importantes da bebida, sua pluralidade.
Degustar é a melhor forma de conhecer o vinho, mas a degustação guiada pelos criadores é ainda mais especial”, comenta Rodrigo Aguilera, também enólogo e sócio-proprietário da Grand Cru em Belém.Apesar de o vinho ser suficiente para quem o aprecia, a noite conta também com boa música, ao som do pianista Tynnoko Costa e um violinista, além de harmonizações suaves feitas com frios e finger foods. “Procuramos selecionar o cardápio com cuidado para uma harmonização perfeita, os sabores não podem brigar com os vinhos, que são a grande a estrela da noite”, completou Mayara.
Os organizadores querem estimular ainda mais o paladar, o olfato, o tato e outros sentidos dos interessados em mergulhar nessa experiência oferecendo uma degustação às cegas. “Essa estação às cegas permite que o cliente deguste o vinho sem saber o que está ingerindo. Ele é convidado a opinar sobre o que acha do vinho, de modo que o rótulo não o influencie. O desafio é descobrir o que agrada mais cada um e descomplicar o vinho, para torná-lo um produto ao alcance de todos, sem deixar de mostrar o respeito que ele merece. As pessoas não podem ter medo de tomar vinho”, finaliza Mayara.
(Diário do Pará)
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