Uma narrativa fantástica que reúne as lendas e histórias do folclore paraense, em uma localidade não identificada da Ilha de Marajó. Uma protagonista que transita entre o mundo real e o imaginário, capaz de encontrar entes lendários como matintas, cobras grandes e o boto. Tudo isso está no premiado curta-metragem “A Menina e o Boto”, que estreia hoje e fica em cartaz até domingo na tela do cinema Olympia.
Rodado em Soure e dirigido por Paulo Roque, o filme foi considerado a melhor produção no Festival Audiovisual de Belém do ano passado, teve menção honrosa no Festival de Cinema de Gostoso (RN) e no FestCine Votorantim (SP), além de ter passado na seleção do Festival Imagem e Movimento de Macapá, CineFestAmazônia, de Rondônia, e do Festival de Las Tres Fronteras, na Argentina.
Na trama, as superstições que envolvem a comunidade ficam evidentes quando a Casa do Sossego, uma das locações utilizadas, assume importância no enredo. Considerado proibido, o local é tido como mal-assombrado e moradia de entes que, acredita-se, habitam suas profundezas.
Com esse extrato, o curta resgata o estilo de filme em película Super 8, imprimindo uma estética expressionista ao resultado final, baseada nas contraposições entre sentimentos que destacam a profundidade psicológica dos personagens. Levanta temas como a loucura, a crença, a sexualidade, a morte, o delírio e outras questões existenciais que representam a visão de mundo do diretor diante da realidade amazônica implícita em suas crenças.
O espectador é levado à dúvida ao vislumbrar o desligamento da realidade da personagem principal como pano de fundo à loucura que acomete todos nós. A dinâmica entre a mãe e a filha, envolvidas no fascínio pelo oculto e misterioso, possibilita ao expectador adentrar no drama que dá vida a essa história.
VIAGEM LENDÁRIA
Curta-metragem “A Menina e o Boto”, de Paulo Roque
Quando: de hoje até domingo, sempre às 18h
Onde: Cinema Olympia (Praça da República)
Quando: de graça
(Diário do Pará)
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