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"Melody" pode virar patrimônio do Amapá

Do gigantesco caldeirão musical do Pará, sabores como carimbó, lambada, calipso, guitarrada e, mais recentemente, tecnobrega e melody conquistaram o paladar do resto do país. No entanto, o ritmo derivado do tecnobrega pode se tornar patrimônio imaterial d

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Do gigantesco caldeirão musical do Pará, sabores como carimbó, lambada, calipso, guitarrada e, mais recentemente, tecnobrega e melody conquistaram o paladar do resto do país. No entanto, o ritmo derivado do tecnobrega pode se tornar patrimônio imaterial do Amapá.

É o que propõe um projeto de lei do deputado estadual Antônio Furlan (PTB), que defende que o melody faz parte da cultura amapaense.

Grupos tradicionais de marabaixo, uma festividade folclórica de origem africana, realizada pelas comunidades negras do Amapá, protestaram e o projeto foi retirado de pauta na segunda-feira (22), na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap).

“O melody não tem raiz nenhuma com o Amapá. Ele é um movimento que veio do Pará. Patrimônio é algo ligado às nossas raízes. Que ligação o melody tem com a cultura do Amapá? Essa é uma proposta que afronta a cultura do Amapá, ferindo nossa história”, declarou a presidente da Associação Cultural Marabaixo do Laguinho, Daniela Ramos, ao site Seles Nafes.

Já para o deputado "é inegável que o povo do Amapá ouve melody e é um estilo de grande massa”, disse ao site da Alap. “Além disso, o Amapá fez parte do Pará. Isso faz parte da nossa cultura. Não estamos escolhendo ritmo e, sim, tratando a cultura amapaense como ela merece", comentou o parlamentar, fazendo referência ao período em que o Amapá fez parte do Pará - até ser desmembrado em 1988.

Ouça um pouco do ritmo contagiante:

(Antonio Santos/DOL)

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