A Festa da Chiquita faz parte do cronograma anual da festividade do Círio na capital paraense, mas no último dia 15, a Prefeitura de Belém excluiu o evento da lista dos elementos que devem ser considerados tombados como patrimônio imaterial da humanidade.
Zenaldo Coutinho argumenta que não considera a Festa da Chiquita “elemento integrante das festividades religiosas, pois não faz parte da programação oficial do Círio. O fato de ser uma festa tradicional, e que ocorre às vésperas da maior procissão da cidade, não a faz elemento essencial do Círio”, diz o texto do veto.
A decisão foi tomada por considerar que o Círio de Nazaré é fruto de uma relação entre o sagrado e o profano, elementos que não são opostos, mas que se entrelaçam muitas vezes de maneira imperceptível.
Na fanpage do DOL, internautas repercutiram a decisão e demonstraram que as opiniões estão dividas sobre a situação.
"Com esse tipo de atitude, e com os diversos comentários abaixo, a população de Belém mostra seu caráter provinciano...Profano é a construção de uma calçada de meio milhão de reais e ninguém achar isso errado", disse Leonardo Tomaz.
Para Rick Rabelo, os dois eventos também podem ser associados e considerados como Patrimônio da Humanidade.
"Chiquita faz parte sim do clima Cultural do evento, aliás o tombamento do círio como patrimônio da cidade, se refere ao ato cultural e não religioso. Isso já acontece em outros eventos culturais do pais. Simples o entendimento.
Os internautas Darlene Simith e Jaime Machado apoiam o não tombamento da Festa da Chiquita.
"O Círio é uma celebração religiosa e jamais poderá ser interligada a um evento profano deste tipo. Decisão apoiada. Essa festa não tem em nada a ver com o nosso Círio", afirma Darlene Simith.
"Nunca fui contra a festa da Chiquita, sempre fui contra ao local em que ela ocorre, mas não dá para considerar como "patrimônio". Agora falta limar o Arraial do Pavulagem na escadinha depois que a Santa desce no Círio Fluvial. Momento de fé que continua com bêbados atrás do batuque", opina Jaime Machado.
(Ronald Sales/DOL)
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