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Série de TV entra em coloridas casas do Pará

Nosso lar conta nossa história. Não importa onde seja, existem várias maneiras de morar bem, seja em um casarão histórico, em uma palafita, em um apartamento luxuoso, no morro, na cidade grande, no interior ou na roça. Uma série do canal a cabo GNT dá um

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Nosso lar conta nossa história. Não importa onde seja, existem várias maneiras de morar bem, seja em um casarão histórico, em uma palafita, em um apartamento luxuoso, no morro, na cidade grande, no interior ou na roça. Uma série do canal a cabo GNT dá um outro significado para o verbo “Morar”, mostrando que arquitetura e decoração também são feitas por gente que pode até não entender muito sobre o assunto, mas tem sensibilidade e amor de sobra pela casa onde vive. A segunda temporada do “Morar” visita casas de todo o Brasil, inclusive de lugares no Pará, como Belém. O primeiro episódio, exibido no último domingo, 28, mostrou charmosas casas em Afuá, no noroeste da Ilha de Marajó, também chamada de “Veneza Amazônica”.

Em Afuá, cidade onde é proibido trafegar de moto e carro, as bicicletas e os barcos reinam. As casas foram construídas sobre palafitas para não serem inundadas com a maré alta dos rios Cajuuna, Afuá e Marajozinho, que banham o lugar. O programa visitou diversas casas com histórias de gente encantadora, como uma mãe que mora com a filha e fez um quarto especialmente para a menina praticar balé, e uma casa em que mora um casal de professores. Ele é músico e ensaia na sala; ela é professora e prepara as aulas na cozinha. Assim, biologia e música se misturam. Em outra casa a decoração foi desenhada pela própria moradora, que a cada nova estação muda tudo sem dó.

Nessa viagem agradável pelo Pará, o programa também passou por Belém, coletando histórias que ainda serão exibidas e uma das casas visitadas foi a da fotógrafa Walda Marques, refúgio onde ela mora há 15 anos e que também abriga seu estúdio fotográfico. A moradia tem um ar retrô, mas com alguns toques de modernidade. As paredes são pintadas à mão em cores vivas, tão vivas quanto os trabalhos de Walda. São duas moradoras, ela e a mãe, além dos gatos e passarinhos. “Deixei claro para eles [produtores do programa] que minha casa era simples, mas eles falaram que era isso que estavam buscando mesmo, essa relação das pessoas com suas casas”, conta Walda.

É um casarão antigo, com quase 100 anos, de tamanho modesto, uma decoração com objetos restaurados ou reaproveitados e com um quintal que virou sala de estar para as visitas que chegam, sejam elas de projetos fotográficos ou amigos pessoais. “Eu brinco que sou um lixeiro, porque vou catando tudo que encontro e vou decorando a casa, que está cheia de câmeras antigas, coisas penduradas, tenho um oratório, um balcão bem antigo e um monte de velharias. Até mesmo os objetos do estúdio, tem muita coisa que eu mesma que faço”, diz a fotógrafa.

A artista é filha de militar e grande parte da vida cresceu como “nômade”, com raízes “impermanentes”, por conta da profissão do pai. Até que finalmente realizou o sonho de ter sua própria morada.

“A relação que tenho com essa casa é totalmente diferente de todas as outras, porque ela é minha. Fui modificando algumas coisas nela, mas preservei muito da originalidade que ela já tinha, como um porão. Recebo as pessoas com carinho, a gente toma um café e um bolo gostoso na cozinha, tudo muito simples”, diz emocionada a fotógrafa, que além da casa também mantém o coração aberto às pessoas.

(Diário do Pará)

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