Os discos de vinil já foram tachados de ultrapassados e quase esquecidos com a chegada dos CDs e depois da música em formato digital. Mas agora as famosas bolachas ganham força de novo, impulsionadas pelo desejo dos amantes da música de aproveitarem os melhores sons. É esse movimento, que embala antigos colecionadores e novos aficionados, a proposta do Bolacha Preta, projeto dos DJs Apoena Augusto e Mizinho Rodrigues que volta à cena neste sábado, com uma noite de rock, pop, MPB e outros sons, no Composição Arte e Bar, tudo rodado em discos de vinil, é claro.
A programação, que também terá DJs convidados, é uma forma de reaproximar as pessoas da música analógica. “A gente quer resgatar essa relação, esse sentimento que a gente tinha antes de pertencimento à música e que se perdeu quando a gente passou para o CD e o MP3”, explica Apoena. “Hoje a gente se sente meio perdido, não sabe quem trabalhou naquele disco, quem foi o baterista, quem produziu”, lamenta o DJ, que também é fotógrafo e profissional de marketing.
Daí surgiu a ideia de também levar ao bar uma exposição com capas de discos icônicos de todos os tempos, o que em outros momentos, era uma forma de conexão com o disco que vinha ali embalado. Estarão lá capas como de “Sargent Pepper’s Lonely Night Club Band”, dos Beatles, “Nevermind”, do Nirvana, e “The Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd, tão conhecidas e cultuadas como os próprios discos.Para Mizinho Rodrigues, que coleciona vinis há 20 anos, “muito antes de virar moda”, o que continua sendo imbatível no vinil é a qualidade do som. “No MP3, os sons têm que ser comprimidos para caber no arquivo digital. Nunca é a mesma coisa, tem instrumentos que são simplesmente suprimidos”, explica.
(Diário do Pará)
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