Em Belém, algumas experiências culturais já estão se adequando à ideia da acessibilidade. É o caso do historiador Michel Pinho, que realiza roteiros pelo centro histórico da cidade em datas comemorativas, em passeios acompanhados por intérpretes de Libras para pessoas surdas e por audiodescritores, que narram a paisagem para pessoas cegas. A expectativa de Michel é apresentar o espaço urbano através de um outro olhar, histórico e cultural. Ele está se programando para repetir a experiência no aniversário da cidade, em janeiro próximo.
Outro exemplo é a exposição “Minha Ilha - Campos abertos do Marajó”, do fotógrafo Octavio Cardoso, que retrata a relação entre o homem marajoara e o gado nas fazendas do arquipélago do Marajó.
O projeto possibilita tanto a pessoas cegas quanto para as que não têm deficiência enxergar as imagens de outra forma, através da experiência tátil, com algumas fotografias impressas em placas de cerâmica feitas em Icoaraci. A exposição, aberta até setembro no Museu Emilio Goeldi, e com uma versão menor no Sesc Boulevard até o final deste mês, também propõe o estímulo à audição do visitante, com a audiodescrição que acompanha as obras.
(Diário do Pará)
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