Ela sempre teve um violão por perto e um desejo de cantar suas ideias e emoções. Verônica Ferriani é de Ribeirão Preto e já coleciona grandes parcerias musicais. Ivan Lins, Beth Carvalho e Mart’nália são alguns nomes dessa lista. Além de Toquinho, com quem se apresenta quase sempre e segue em turnê pelo Norte neste mês, inclusive com uma participação no show dele no Teatro Maria Sylvia Nunes. Antes, a cantora, que tem se destacado com sua MPB-pop-experimental, como ela mesma classifica seu som, apresenta seu trabalho autoral pela primeira vez em Belém. Às 19h, no Centro Cultural Sesc Boulevard, ela canta músicas de seu novo disco, “Porque a Boca Fala Aquilo Que o Coração Tá Cheio”. A entrada é franca.
O nome do disco evidencia a vontade de brincar com o recurso da prosa, contando histórias do eu lírico feminino que se interligam. “Esse é um disco quase verborrágico, a ideia é falar sobre um amor que fuja daquele amor platônico, para falar de um amor real, uma reflexão sobre como se ama hoje em dia. É uma mulher vivenciando diversas histórias e exercendo variados papéis. Esse título tem a ver com a sinceridade de falar de amor, a coragem de amar e não criar uma ilusão. É preciso saber que o amor é feito de dificuldades, incertezas e também de coisas boas”, diz Verônica.
Mas ela avisa: o disco não é autobiográfico: “Eu sempre brinco dizendo que tem gente que ouve meu disco e acha que conhece minha vida amorosa, mas não são as minhas histórias. Sem a criatividade, o artista não é nada. Fui recolhendo vivências e coloquei ficção pelo meio e deu nisso. Mulheres são um assunto que sempre gostei de tratar, por conta das trocas de experiências que tenho com minhas amigas, por exemplo”, fala a cantora, sobre o seu processo de criação.
O disco tem onze faixas, que mostram a inclinação de Verônica para o pop. Na canção de abertura, “Estampa e Só”, ela diz ter sido fortemente influenciada por musicalidades cheias de suingue, como o zouk, o samba e a música paraense.
“Moro em São Paulo e muitos artistas paraenses vêm estabelecer uma base de trabalho por aqui, assim fui conhecendo e trocando musicalmente com alguns deles, como a Luê, Juliana Sinimbú, Felipe Cordeiro, Gaby Amarantos, Natália Matos e músicos como o Arthur Kunz. Tudo isso foi me influenciando”, diz ela.
Todas as letras e músicas do disco são assinadas por Verônica, com produção de Gustavo Ruiz e Marcelo Cabral, que também assina a direção musical do show.
Marcelo Cabral é um dos nomes mais elogiados da nova cena musical paulistana, assinou nada menos que a produção de “Nó na Orelha”, aclamado segundo disco de estúdio de Criolo. Já Gustavo Ruiz é irmão de Tulipa Ruiz e guitarrista e produtor de todos os trabalhos dela. Sem dúvida, com essa mistura de referências a estreia de Verônica Ferriani promete conquistar os corações belenenses.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar