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Grupo traz ao Pará espetáculo sobre felicidade

“Até Quando Viver Neste Mundico?!?” é um convite à reflexão. Um espetáculo musicado que nasceu da coragem de cinco amigos, moradores do Rio de Janeiro, em levar teatro aos lugares aonde ele não costuma chegar. A estreia foi em Soure, no Marajó, há um ano,

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“Até Quando Viver Neste Mundico?!?” é um convite à reflexão. Um espetáculo musicado que nasceu da coragem de cinco amigos, moradores do Rio de Janeiro, em levar teatro aos lugares aonde ele não costuma chegar. A estreia foi em Soure, no Marajó, há um ano, seguida de turnê pelo país. Agora, o grupo intitulado No Caminho do Bem (Nocabe) volta ao Pará com apresentação no espaço Oficina de Sonhos, em Belém, hoje, às 20h, iniciando com coquetel e show musical. Os ingressos serão vendidos no local a preço único e vão financiar a apresentação do grupo em espaços de atendimento a grupos vulneráveis e de baixa renda.

A trama gira em torno de Mundico, um matuto que sonha em conhecer o mar e que segue pelas estradas da vida tendo seus próprios encontros e desencontros, narrativa que se confunde com a trajetória do próprio grupo que o encena. Tudo começou com o paraense Marcel Maia, ator e músico que queria trazer os amigos André Schiavone (cantor e compositor), Breno Guedes (ator), Caio Rodrigues (ator e relações públicas) e Gil Fernandes (ator e diretor) para conhecer sua terra natal.

Os amigos só toparam o convite se fossem os cinco em um único carro, parando pelas estradas para apresentar um espetáculo inédito. “Passamos dois meses pesquisando, selecionando referências e escrevendo o texto. Saímos do Rio de Janeiro com R$ 1,5 mil no bolso, num Palio Weekend, levando no porta-malas todo o figurino, bateria, outros instrumentos e caixas de som”, conta Marcel. Só o que não precisaram carregar foi o cenário. “Nesse caso, tudo é na base da imaginação”, revela.

E quando o ator, diante do público, diz: “Olha! A casa do coronel!”, todos viram atentos para aquela direção. O que aparece diante dos olhos de cada um só depende mesmo da própria imaginação.

“É um espetáculo todo musicado por nós, ao vivo, e narrado pelo André. Para cada apresentação paga, financiamos uma apresentação em locais com cunho social. Também fazíamos apresentações à noite, em pubs e nas praças, para ter grana para a gasolina”, diz o paraense do grupo.

PARA AS PESSOAS, ONDE ELAS ESTÃO

O grupo Nocabe já realizou apresentações na Casa de Apoio ao Câncer (Mossoró-RN), na Clínica de Reabilitação aos Usuários do Crack (CRC-Ilha de Itamaracá - RE) e na Apae (Monte Alto - SP). Aqui, o grupo deve chegar amanhã ao Instituto Colorir, ligado ao Instituto Ronald McDonald, para uma apresentação filantrópica. Um dos grandes privilégios também foi inaugurar dois anfiteatros – no Marajó e em Meruoca (CE) – construídos para este tipo de arte, mas ironicamente nunca usados. “O de Soure existia há mais de três anos e só usavam pra jogar bola. Em Meruoca foi a mesma coisa”, diz.

Os amigos se impressionaram com o que encontraram pelo caminho e o projeto nunca mais parou. Toda a viagem foi documentada em vídeo (acesse o QR Code), mostrando as dificuldades que os artistas encontravam para promover a sua arte, mas também coletando entrevistas com o público. “A gente vinha fazendo três perguntas: ‘Qual seu maior sonho, qual é o caminho do bem e o que é felicidade?’. E você tem a resposta desde o cara rico até o mendigo que perambula pelas estradas”, destaca Marcel. Tudo isso está sendo editado e deve se tornar um programa de televisão em breve.

“Somos um grupo que vai até as pessoas para elas assistirem. Quando estreamos, em Soure, muita gente nunca havia assistido a um espetáculo teatral”, admite Marcel. O grupo chega ao Pará - de avião desta vez, mas as passagens aéreas de retorno para casa ainda não foram garantidas - e volta a viajar visando financiar uma segunda turnê pelas estradas de países vizinhos ao Brasil. “Mesmo assim vou, como um pássaro voou. Para poder chegar, é preciso bater asas”, justificaria o personagem Mundico.

(Diário do Pará)

(Diário do Pará)

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