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Samba amazônico em São Paulo

“Meu coração é bateria de uma escola de sambaA minha artéria é uma corda bambaE o meu sangue é de MoçambiqueSeu moço é muito chique ser brasileiro”. Arthur Espíndola abre o coração na canção “Carta ao Amigo Gringo”, fala sobre suas raízes musicais com hum

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“Meu coração é bateria de uma escola de sambaA minha artéria é uma corda bambaE o meu sangue é de MoçambiqueSeu moço é muito chique ser brasileiro”. Arthur Espíndola abre o coração na canção “Carta ao Amigo Gringo”, fala sobre suas raízes musicais com humor e sutileza. Arthur é um eterno apaixonado pelo samba, principalmente o amazônico, mas acha importante explicar: “Não inventei nada, o samba amazônico já existe desde os anos 1980, o que eu fiz foi colocar minha cara, minha identidade”.

Inspirado pelos grupos Oficina e Manga Verde, ele mergulha no passado e moderniza o tal samba amazônico, mistura samba com lundu, carimbó, retumbão e outros ritmos, tudo de uma forma muito leve. Essa mistura bem feita vai ser conferida hoje pelo público de São Paulo, onde o cantor se apresenta no projeto “Prata da Casa”, do Sesc Pompeia.

Arthur mostra músicas do seu segundo disco, “Tá Falado”, que tem 12 faixas autorais com participações de Felipe Cordeiro, Luê Soares, Mestre Curica e da Velha Guarda da Mangueira. O cantor promete levar ao público algumas músicas que flertam com o carimbó, além de composições de sambistas que ele está entrevistando para um programa de TV sobre os bambas do samba na Amazônia, com estreia prevista ainda este ano.

Sobre a aceitação de seu trabalho fora do Pará, Arthur Espíndola comenta que tem sido muito bem recebido pelo público, que se mostra aberto para ouvi-lo. “Tem uma diferença muito positiva, a estranheza de se imaginar que existe samba no Pará, o que acaba gerando uma curiosidade. Esse é um argumento para ouvirem meu disco, aí se vão gostar já vai da música conquistar o ouvinte”, diz.

GRANDES PARCERIAS E NOVOS PROJETOS

O cantor que se prepara para lançar em breve um DVD e o clipe “Tempo Deus” junto com Fafá de Belém, durante o Círio de Nazaré, diz que muitas parcerias têm sido emocionantes para ele. É o caso dos integrantes da Velha Guarda da Mangueira. “Foi um momento muito feliz da minha vida, é uma das escolas mais emblemáticas do país. Eles tiveram um carinho tão grande comigo e me emocionei muito quando eles me falaram que a partir de agora seriam meus padrinhos”, conta, feliz.

Arthur também tocou com outro baluarte do samba, o cantor e compositor Wilson das Neves, que fez uma participação em seu CD. “Conhecer e tocar com o Wilson foi uma das melhores alegrias que já tive. Ele é um grande mestre, só de estar perto dele você já aprende muito, meio que por osmose, sabe [risos]? Imagina só conviver com um homem como ele. Sou muito agraciado pelo carinho dele vir até Belém tocar comigo e saber que ele já gostava do meu trabalho antes disso”, comemora Arthur.

(Diário do Pará)

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