Outra banda que tem uma “front woman” é a B3, que existe desde 2003 e é formada por Camila Barbalho (vocal e contrabaixo), Moisés Barbosa (vocal e guitarra), Fabrício Bastos (guitarra e sintetizador), Maurício Costa (bateria), Vinícius Moraes (teclados) e Nilton Shalorran (DJ). O repertório é variado, apostando no pop dentro de vários estilos. Atualmente a banda está gravando material próprio, que em breve será divulgado.
“Encontramos muito acolhimento. Gente que respeita, que incentiva, que enxerga o talento, o esforço e não uma limitação por ser mulher. Com o público, é a mesma coisa. Felizmente recebi muito carinho, mas sei que é fruto de persistência. São 12 anos insistindo na noite, insistindo na carreira, apesar das dificuldades. O público reconhece isso e é quem dá o gás pra gente permanecer”, diz Camila, que também é baixista na banda Suzana Flag, outra banda com uma referência feminina no rock local, a vocalista Suzanne.
Segundo Camila, o preconceito pode estar presente de várias formas no mundo da música, isso pelo simples fato de ser mulher. “A gente enfrenta machismo todo dia, né? E as pessoas acham que a música é um território de homens, sobretudo o rock é constantemente associado a uma ideia de virilidade. É como se a intensidade, a explosão, fossem incompatíveis com o gênero feminino, o que é uma estupidez, lógico”, afirma Camila.
O “Projeto MitCa”, também tem arrancado muito elogios na noite belenense. A banda, que existe desde o ano passado, é formada por Mitsuru Yamada (guitarra), Thiago Souza (baterista), Fred Castro (baixista), Rennan Silva (guitarrista) e Carol Palmeira (vocal). A banda aposta no pop rock e recentemente estreará um repertório de baile, que segundo a vocalista Carol, faz muito sucesso na noite da cidade.
Segundo ela, ser a única mulher da banda nunca foi um problema, porque sempre soube conquistar seu espaço. E Carol diz que o público percebe isso. “Trabalho como cantora desde 2007 e sempre me senti muito bem recebida pelo público. Nunca tive problema nenhum, acho que eles acabam se surpreendendo, porque sou magrinha e quando começo a cantar, quebro tudo (risos)” afirma a cantora.
A diferença vem em um toque a mais: “Sou a única mulher da banda, acabo me preocupando com o conceito do projeto também. Além da música, reparo bastante na roupa, maquiagem, performance. Vejo os rapazes da banda como se fossem meus irmãos. É muito bom, porque eles têm muito cuidado comigo e me protegem bastante”, revela Carol Bambolê, que diz amar o que faz.
(Diário do Pará)
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