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'A Ceia dos Cardeais' será encenada em Belém

A ópera “A Ceia dos Cardeais”, escrita pelo compositor paraense Artur Iberê de Lemos, será encenada pela primeira vez em Belém, na Igreja de Santo Alexandre, nos próximos dias 18, 19 e 20, às 20 horas. A encenação faz parte da programação do XIV Festival

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A ópera “A Ceia dos Cardeais”, escrita pelo compositor paraense Artur Iberê de Lemos, será encenada pela primeira vez em Belém, na Igreja de Santo Alexandre, nos próximos dias 18, 19 e 20, às 20 horas. A encenação faz parte da programação do XIV Festival de Ópera do Theatro da Paz.

Os ensaios estão em fase final e apresentam o espetáculo completo, com orquestra, elenco, cenário, figurino e maquiagem. Tudo supervisionado de perto pelo diretor cênico Mauro Wrona. O maestro Carlos Moreno, titular da Orquestra Experimental de Repertório do Theatro Municipal de São Paulo, é quem vai reger a Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP). Os solistas serão os cantores Paulo Mandarino, Inácio de Nonno e Carlos Eduardo Marcos. A ainda haverá a participação de 16 figurantes, entre bailarinos e atores.

Confissões – A “A Ceia dos Cardeais”, baseada em peça homônima de Júlio Dantas, do início do século XX, foi escrita entre os anos de 1925 e 1942 por Iberê de Lemos que, tendo feito os estudos em Londres, na Inglaterra, voltou ao Brasil onde se tornaria um dos maiores amigos de Heitor Villa Lobos. Ter obras de compositores paraenses no festival sempre foi uma das metas da organização do evento. “Já encenamos ‘Iara’ e ‘Bug Jargal’, ambas de Gama Malcher, no festival. Isso é uma valorização desses compositores que ousaram fazer ópera no Pará, e com muito êxito, eu diria”, comenta o diretor artístico do Festival de Ópera, Gilberto Chaves.

A ópera foi escrita para três solistas, tenor, barítono e baixo, que representam três velhos cardeais reunidos em uma ceia no Vaticano, ocasião em que resolvem confidenciar, uns aos outros, seus amores juvenis, antes de decidirem-se pela carreira eclesiástica. Assim, cada episódio referido pelos personagens é identificado pela música e representação teatral.

As únicas apresentações de “A Ceia dos Cardeais” foram em 20 de setembro de 1963, no teatro Francisco Nunes, em Belo Horizonte (MG), e em 1964, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Três anos depois, Iberê faleceu em Petrópolis (RJ). Para conduzir a OSTP foi convidado o maestro paulista Carlos Moreno, que já regeu a orquestra paraense em 2012, na ópera “Tosca”, de Giacomo Puccini, no XI Festival de Ópera do Theatro do Paz. Para ele, é uma honra estar mais uma vez à frente da OSTP. “São grandes músicos. É notável o crescimento dele como musicistas. E é um desafio reger essa obra que é um verdadeiro resgate da obra de um compositor que quase foi esquecido”, comentou Moreno.

Figurino - Responsável pelo figurino da ópera, o figurinista Hélio Alvarez seguiu à risca todo o trabalho de pesquisa que antecedeu a preparação do espetáculo. “Foi uma pesquisa muito interessante, mas tive a colaboração do Gilberto Chaves e do diretor (Mauro) Wrona, que me orientaram e me deram referências. Fiz todo um trabalho de pesquisa e estudei a obra. O resultado foi muito positivo, mas tudo foi feito seguindo a linha de pensamento do diretor que é quem sabe como a história vai se desenrolar”, diz Alvarez.

Serviço: “A Ceia dos Cardeais”, de Iberê de Lemos, dias 18, 19 e 20, às 20h, na Igreja de Santo Alexandre, na Cidade Velha. Programação do XIV Festival de Ópera do Theatro da Paz.

(DOL com informações da Agência Pará)

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