O Dia Nacional do Patrimônio Histórico, comemorado hoje, é momento certo para se pensar sobre o que estamos fazendo para preservação de nossa memória. E há quem, mais do que apenas pensar, dedique seu trabalho a atuar neste resgate ou manutenção de um passado que diz muito do presente e pode ser primordial para o futuro. A data foi escolhida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan para homenagear exatamente os vencedores da etapa estadual do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade (PRMFA), a mais importante premiação na área patrimonial no Brasil. Uma oportunidade de conhecer mais de cada um desses projetos e, quem sabe, buscar inspiração para ir na mesma trilha.
Estarão reunidos em uma mesa redonda Edith da Silva Pereira, coordenadora do projeto “Arte Rupestre de Monte Alegre - Difusão e Memória do Patrimônio Arqueológico”, do Museu Emílio Goeldi e da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB); Noé Von Atzingen, coordenador do projeto “Balsa Buriti-Preservando a Memória Fluvial”; Miguel Chikaoka, coordenador do projeto “Fotoativa 30 anos”; Dina Oliveira, diretora da Fundação Cultural do Pará, e Fátima Silva, coordenadora do Projeto Circuito das Artes. O encontro será às 14h, na sede do Iphan, seguido de premiação dos projetos participantes.
O trabalho coordenado por Edith Pereira é um exemplo de como é primordial trabalhar para manter a arte rupestre paraense em tempos onde grandes projetos e empreendimentos da construção civil avançam sobre sítios arqueológicos.
“O que sabemos é que grandes empreendimentos buscam fazer esse trabalho de mapeamento arqueológico, mas muitas vezes sem tempo hábil para fazer a pesquisa. O que mais vemos é uma destruição em massa dos sítios. Somos um país que vai perdendo sua memória, sem preservar o patrimônio e, no caso dos sítios, não existe maneira de reverter essa situação”, explica a pesquisadora. Por meio de pintura, fotografia, poesia, vídeos e outras artes, o projeto que ela coordena estimula a difusão do conhecimento e a ampla divulgação do patrimônio existente na região do município de Monte Alegre, área de ocupação histórica, com mais de 11 mil anos.
Indo além do patrimônio histórico arqueológico e trazendo a preservação para um contexto mais urbano, o projeto “Fotoativa 30 Anos/Pará”, de Miguel Chikaoka, é outro premiado desta edição. “Se formos relembrar nosso histórico veremos que surgimos na Cidade Velha, no contexto de promover cursos e envolver os moradores, tudo para despertar o olhar sobre esses ambientes urbanos, esse patrimônio edificado”, explica Miguel. “Também trabalhamos a fotografia enquanto patrimônio e não voltada para uma questão apenas de mercado, mas de olhar a cidade através de um olhar mais crítico e sensível”, completa o fotógrafo.
CONHEÇA MAIS
Conversa Pai d’Égua: Falando Sobre Patrimônio
Quando: Hoje, às 14h
Onde: Auditório do Iphan (José Malcher, 474, esquina com Benjamin Constant)
Inscrições: casadopatrimoniopa.wordpress.com
(Diário do Pará)
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