Pode escolher. A quinta-feira reserva filmes de dois diretores alemães, em programações com entrada franca. No Cine Olympia, uma referência da produção contemporânea, com “A Doença do Sono”, de Ulrich Kohler, uma metáfora sobre a visão dos europeus sobre a África. E no CCBEU, tem um clássico do diretor Ernst Lubitsch, “Ninotchka”, filme de 1939 estrelado por Greta Garbo.
No Olympia, “A Doença do Sono” fica em cartaz até o dia 26, sempre às 18h30. No filme, um especialista no tratamento de doença do sono, Ebbo Velten (Pierre Bokma) faz uma viagem junto com Vera Velten (Jenny Schily) para a África, onde acabam ficando por 20 anos. Eles visitam uma comunidade em Yaoundé, capital de Camarões, e Vera encontra dificuldades para se adaptar à cultura local, além de sentir falta de filha, que foi estudar no exterior. Enquanto isso, Ebbo se torna um estranho na Europa e tem medo de voltar. Os conflitos emocionais que envolvem essas escolhas fazem um filme cheio de simbolismos. A sessão tem apoio do Instituto Goethe
No Cine CCBEU, a exibição de “Ninotchka” está dentro da programação agendada pela Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema. Produzido no chamado “ano de ouro” da velha Hollywood, com texto de Billy Wilder, “Ninotchka” traz Greta Garbo como Nina Yakushova, uma comissária do governo soviético que é mandada a Paris para averiguar o comportamento de três representantes do governo que têm como missão negociar uma joia. Aos poucos, ela sucumbe ao capitalismo e a Leon d’Algout (Melvyn Douglas), um galanteador francês que está apaixonado por ela.
(Diário do Pará)
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