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Dança de salão, coisa de profissional

Desde a quinta-feira, professores e dançarinos que trabalham com dança de salão em Belém discutem a importância da formação profissional nessa carreira, no 1º Encontro Paraense de Dança de Salão, evento organizado por várias companhias de dança e que marc

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Desde a quinta-feira, professores e dançarinos que trabalham com dança de salão em Belém discutem a importância da formação profissional nessa carreira, no 1º Encontro Paraense de Dança de Salão, evento organizado por várias companhias de dança e que marca um reencontro do debate sobre o tema.

Há 11 anos, o assunto entrava em pauta pela primeira vez, quando o Conselho Regional de Educação Física decidiu só permitir que as aulas de dança de salão fossem realizadas por profissionais cadastrados, como um modo de controlar a atividade e prezar pela saúde das pessoas.

Hoje, a intenção é alertar professores e interessados de que a dança de salão é assunto sério, é um grande negócio e uma questão de saúde física e mental.

Um dos idealizadores, o professor de dança de salão Roberto Ribeiro, foi um dos atingidos pela decisão do Conselho àquela época.

Ele e mais alguns dos poucos professores de salão se reuniram para criar a Associação Paraense de Dança de Salão, hoje desativada. Um dos objetivos do evento é discutir sua reativação como saída para o fortalecimento da classe.

A necessidade de profissionalização surge porque, segundo Roberto Ribeiro, existe uma grande demanda de público pelas aulas de dança, o que acaba fazendo com que surjam professores de dança sem experiência e formação.

Para Roberto, reativar a associação vai ajudar a “desenvolver um trabalho em longo prazo e desenvolvendo projetos que contribuam para a dança de salão”.

Quem também abriu as portas de sua companhia para a programação do evento foi o professor de dança de salão Cézar Cordeiro, formado pela Escola de Teatro e Dança da UFPA.

Para ele, a dança de salão vive um novo momento. “O que está acontecendo hoje começou na década de 1980, com a primeira geração da dança de salão em Belém.

Eu já sou de uma segunda geração. Hoje a dança auxilia na saúde física e mental. Cada vez mais as pessoas procuram a dança de salão, seja por conta de um programação de televisão ou porque vários profissionais da saúde e psicólogos indicam a dança como uma terapia. Chegou a um patamar de estudo e pesquisa e é também um grande negócio gerenciar uma companhia de dança de salão.”

Mas segundo Roberto Ribeiro, a pesquisa em dança ainda é muito incipiente e se concentra em poucas cidades do Brasil.

“Só existe um programa de pós-graduação no Brasil, que fica em Curitiba, e a maioria dos grandes eventos são realizados no Rio de Janeiro, com os grandes nomes da dança de salão.”

Ainda assim, ele alerta: “O profissional de dança de salão tem que ser um bom profissional, gostar de dança, mas também precisa estudar, se formar.”

Uma dica para quem pretende seguir carreira é ficar atento e saber o que quer. “Façam aulas com objetivo cultural, artístico, histórico, de saúde. Dança de salão não são só passos, é estética, história, arte, dança, é muito mais”, explica o professor Roberto Ribeiro.

(Gustavo Aguiar/Diário do Pará)

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