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Bandas escolares: oportunidade para estudantes

Todo ano, o Dia da Raça é o dia das bandas escolares brilharem. Afinados, jovens músicos entoam marchas e dobrados sob o sol, impecáveis em seus uniformes. Empolgam a plateia que se amontoam nas ruas para vê-las passar.  Durante uma semana, as ruas são d

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Todo ano, o Dia da Raça é o dia das bandas escolares brilharem. Afinados, jovens músicos entoam marchas e dobrados sob o sol, impecáveis em seus uniformes. Empolgam a plateia que se amontoam nas ruas para vê-las passar.

Durante uma semana, as ruas são delas. Mas esse é apenas o ponto de chegada de um processo que acontece durante o ano inteiro, dentro das escolas, onde as bandas se mostraram, historicamente, como um instrumento importante para o acesso de estudantes de todas as faixas etárias à música.

Ali eles aprendem que é possível seguir uma carreira musical e mesmo ganhar campeonatos dedicados ao gênero, como é o caso da centenária Banda Sinfônica Lauro Sodré. Essas competições e as apresentações pelo interior do Pará, onde permanecem quase intocáveis pelo fantasma da violência em ambiente escolar, também servem para redimir a perda do tradicional desfile que ocorria na Avenida Presidente Vargas, em Belém, agora desmembrado em diferentes bairros e datas.

“As brigas entre pessoas infiltradas nos desfiles foi o que acabou com a tradição. Não eram as bandas que brigavam. Entre elas havia a competição saudável para ser melhor, animar o público. Além disso, o próprio desfile era uma forma de atrair os jovens, fazer com que quisessem participar de uma banda. A música era justamente o que podia minimizar essa disputa violenta entre escolas como o Paes de Carvalho e o IEP (Instituto de Educação do Pará)”, diz Silas Borges da Silva, regente da Banda Sinfônica Lauro Sodré, criada em 1857 e tombada como Patrimônio Histórico do Pará em 2003.

Por ela passaram centenas de alunos. Muitos deles posteriormente formados em Música nas universidades públicas do estado. “A música é um dos estudos mais completos, associando história, matemática, disciplina, escrita, leitura. Porém, investir em arte custa mais caro e nem toda escola consegue manter projetos desse tipo. Seria maravilhoso se todas pudessem ensinar música a seus alunos”, defende Silas.

(Laís Azevedo/Diário do Pará)

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