O universo simbólico das águas doces deságua na cultura de matriz afro-amazônica. E isso influencia em muita coisa: na cultura popular, história, literatura, música, dança e símbolos ritualísticos de práticas afros religiosas. Estes elementos estão juntos em “Da Cabeça aos Pés”, do Grupo Experimental de Teatro – GeMte, em cartaz de hoje a domingo no Teatro Cláudio Barradas.
Oxum interliga o processo de encenação dando passagem a entidades e divindades, como Dom Sebastião, o messias encantado; o Boi Bumbá, com a sátira social; a negra Anastácia, na luta pela afirmação da raça; o Curandeiro-Benzedor e seu encantado Cobra; e a Grande Mãe, representada por Nanã, Iemanjá e Oxum. “Da Cabeça aos pés” surge da iniciativa de Alice Alves, Andrey Sales, Camila Brito, Na Alcoforado e Wagner Guimarães e Yuri Granha, jovens intérpretes criadores, e tem direção geral de Keila Sodrach.
(Diário do Pará)
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