A vivacidade do maestro alemão Walter-Michael Vollhardt não é algo para se perder, ainda mais quando ele está regendo jovens instrumentistas. E pela quarta vez ele dá ao público de Belém a oportunidade de apreciar um concerto sob sua regência. Hoje, às 17h, ele é o convidado especial da Fundação Amazônica de Música para reger o concerto da Orquestra Jovem Vale Música (OJVM), na Sala Augusto Meira Filho, do Arte Doce Hall. O evento é gratuito.
Vollhardt iniciou sua carreira musical como violoncelista, estreando na Boston Symphony Orchestra sob a regência de Arthur Fiedler, conhecido por sua vasta influência na música americana. A esta estreia seguiram-se apresentações como solista em várias orquestras, como a Radio-Sinfonie Orchester Berlin e a Orquestra Filarmônica Nacional da Checoslováquia. Na América Latina, dá cursos a jovens instrumentistas com satisfação e muita dedicação.
“Eu me sinto muito feliz de estar aqui dando a experiência que tenho como músico e regente. Desta forma, eles [jovens músicos] podem desenvolver melhor suas habilidades e capacidade musical, tendo mais recursos para fazer isso”, afirma o maestro.
A carreira de regente de Vollhardt foi iniciada com a fundação da Orquestra do Conservatório de Hamburgo, onde ele era docente no início da década de 1980. Em 2002, passou a comandar a Ortenau-Orchester Offenburg, onde está até hoje com um enorme repertório de música sinfônica - de Brahms a Bernstein.
Nesta quarta passagem dele por Belém, é a segunda vez que rege a Orquestra Jovem Vale Música, criada em janeiro de 2010, com a parceria entre a Fundação Amazônica de Música e a Fundação Vale. Para este novo encontro, ele pretende mesclar formas diferentes de concertos, uma marca de seu trabalho. “Para este sábado, vamos ter um repertório que inclui música romântica da Europa e a música latino-americana contemporânea”, adianta o maestro.
A OJVM é formada por jovens de diferentes idades provenientes rede pública de ensino da Grande Belém, e foi oficialmente criada sob a batuta do maestro Miguel Campos Neto, interpretando a Sinfonia Inacabada de Franz Schubert. Na sua curta história, já se apresentou em grandes capitais brasileiras, como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. O repertório proposto por Vollhardt será um desafio, com certeza, mas com boas possibilidades para estes jovens.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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