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Carrinho de leitura roda ruas de Santarém

Um carrinho que roda em locais públicos do município de Santarém levando livros de autores da região, com a intenção de aproximar as pessoas da leitura, principalmente da literatura produzida no Tapajós. Essa é a proposta do projeto “Caboclo Leitor”.  “A

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Um carrinho que roda em locais públicos do município de Santarém levando livros de autores da região, com a intenção de aproximar as pessoas da leitura, principalmente da literatura produzida no Tapajós. Essa é a proposta do projeto “Caboclo Leitor”.

“A região Norte é a que menos lê no Brasil, e ainda continua tendo uma lógica de acesso ao livro que tende a privilegiar os centros urbanos. E, quando privilegia as cidades pequenas, continua no centro da cidade. Para de fato democratizar, temos que levar o livro para onde as pessoas estão”, argumentou o coordenador do projeto, Ericson Aires, que diz que não só estudantes se interessam pelos livros.

O carrinho com livros não tem data fixa nem locais determinados. Ele estaciona em algumas praças da cidade, onde as pessoas podem ler na hora, sem necessidade de cadastro para isso, ou comprar um livro e levá-lo para casa, pagando até R$ 10. Ericson conta ainda que uma pessoa pode adquirir um livro declamando poesia ou texto autoral.

“Isso é uma forma de a gente estimular não só as pessoas a procurarem conhecer novos poetas, como também procurarem exercer a sua habilidade de escrever. A ideia é reunir todos esses textos que vamos juntando ao longo do tempo e fazer uma coletânea de textos do Caboclo Leitor. Aí sim mostrar que o caboclo do Tapajós é leitor e escritor”, deseja o coordenador.

Em apenas um mês do projeto, oito textos autorais foram coletados, o que Ericson comemora. “Acho que todo mundo tem um pouco de escritor dentro de si, todo mundo escreve e todos leem, só que às vezes não se escreve com palavras, mas com os olhos, com as falas. E, quando você provoca a pessoa, ela vai buscar no íntimo e tem poesia”, pondera o coordenador.

Ericson também coordena outro projeto, o “Roda Livro”, que surgiu com a mesma necessidade do “Caboclo Leitor” de tentar dialogar e se aproximar cada vez mais da população que não está tão acostumada a ir às bibliotecas públicas e livrarias. Nesse caso, banquetas são instaladas em bibliotecas comunitárias da cidade. “São quatros locais: na Flona do Tapajós, no Sebo Porão Cultural, Mercadão 2000 e Feira do Pescado do Uruará”, informa Ericson.

(Aritana Aguiar/Diário do Pará)

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