Um dos mais importantes símbolos do processo de colonização do Norte do Brasil, o Palacete Augusto Corrêa, em Bragança, pede socorro. Prédio histórico que já foi sede do Poder Executivo Municipal, o edifício se encontra em completo estado de abandono e deterioração, com o iminente risco de desabamento e consequentemente perda da identidade cultural representada por este exemplar da arquitetura eclética. Para encontrar uma solução urgente para o restauro do Palacete, a deputada federal Simone Morgado (PMDB) entregou ao ministro da Cultura, Juca Ferreira, ofício no qual relata a degradação do edifício e solicita a reserva de recursos para o restauro.
“Informei ao ministro que está em fase final de tramitação a elaboração do projeto executivo de restauração, adequação e implantação de novo uso do edifício. Me antecipei e solicitei que seja assegurado recurso para iniciar a imediata recuperação desse exemplar do patrimônio histórico, antes que todos assistam ao seu total desaparecimento”, explicou a deputada.
Localizado no centro histórico da cidade, o edifício caracteriza-se por unidades de tipologia arquitetônica influenciadas entre o final do século 19 e início do século 20. É uma das principais referências históricas e arquitetônicas do desenvolvimento da região nordeste do Pará. Sua construção coincide com o apogeu econômico vivenciado na capital paraense.
“Infelizmente, o município não dispõe de recursos para executar ou propor a restauração necessária do prédio”, ressaltou Simone Morgado no documento entregue ao ministro. Ela lembrou que, há alguns anos, quando ainda sediava o Executivo Municipal, o imóvel recebia algum tipo de manutenção mínima, “porém com a vistoria e inspeção realizada pelo Corpo de Bombeiros, o imóvel foi desocupado e interditado, estando em gradativo estágio de deterioração”.
O prédio é um exemplo da importância histórica e cultural de Bragança, um dos locais mais antigos visitados pelos europeus, durante o processo de colonização do Norte do Brasil (estima-se que em 1613, a região do rio Caeté foi visitada pela expedição de La Ravardière), e do grande potencial turístico da cidade.
(Luiza Melo/Diário do Pará)
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